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“Não possuo relação com a corrupção na Petrobras”, diz Afonso Hamm

A notícia de que o deputado federal Afonso Hamm (PP), de Bagé, é um dos políticos suspeitos de participar dos esquemas de desvios de verbas junto à Petrobras chocou a comunidade da Campanha gaúcha, em especial os moradores da Rainha da Fronteira. E não é para menos. Afinal, o deputado, que vem exercendo o seu terceiro mandato na Câmara Federal, obteve boa parte dos seus mais de 132 mil votos aqui. 

Durante o final de semana, por exemplo, foram inúmeras as manifestações nas redes sociais: umas de apoio ao progressista e outras em tom de cobrança. Porém, é importante salientar, a simples citação não imputa culpa aos políticos, mas uma suspeita de envolvimento. No caso dos progressistas, em específico, a autorização de investigação por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu com base em denúncias do doleiro Alberto Youssef, que seria o responsável por repassar recursos aos parlamentares da sigla. No depoimento feito durante delação premiada, ele detalhou como funcionava o esquema. 

Para Hamm e outros 24 políticos da legenda, um montante entre R$ 30 mil e R$ 150 mil seria encaminhado, dependendo da relevância que cada um exercia dentro do partido. Agora, se de fato eles estavam envolvidos nestes desvios, caberá as próximas investigações. E exigirá, dos citados, a comprovação da inocência.  

Manifestação 
Hamm, que foi procurado pela coluna após ter seu nome citado, se manifestou na madrugada de sábado, pela rede social Facebook. No texto, intitulado de Esclarecimento, ele diz: “primeiramente, é com enorme surpresa e indignação que tomo conhecimento do pedido de abertura de processo apresentado ao STF pelo procurador-geral da República, Senhor Rodrigo Janot”. 

Na sequência, o parlamentar diz rechaçar qualquer envolvimento seu com o caso investigado pela operação Lava-Jato. “Com tranquilidade, digo à sociedade brasileira, em especial aos gaúchos que sempre confiaram na minha trajetória política, e à imprensa, que não possuo relação com a corrupção na Petrobras”, frisou. 

O progressista, natural da Campanha gaúcha, e que tem residência em Bagé, concluiu dizendo que colocou-se à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos. E encerra: “estou convicto que o desdobramento das investigações e a posterior elucidação dos fatos serão minha maior resposta”.  

Encontro 
A citação dos políticos gaúchos no caso, todos do PP, motivará a realização de uma reunião extraordinária, hoje, promovida pela Executiva estadual da sigla, em Porto Alegre. A meta é ouvir os acusados e definir os rumos do partido perante o caso. Além de Hamm, foram citados os deputados José Otávio Germano, Jerônimo Goergen, Luís Carlos Heinze, Renato Molling e o ex-deputado Vilson Covatti.

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