23 de out de 2015

Avança negociação entre bancos e grevistas

Os bancários completam, hoje, 18 dias em greve. As negociações começaram na terça-feira, quando a Federação Nacional dos Bancos propôs 7,5% de reajuste salarial, o que foi recusado pelo comando de greve. Na quarta-feira, um novo encontro ocorreu e, mais uma vez, a categoria não aceitou o índice proposto: a Fenaban ofereceu 8,75%. Eles voltaram à mesa no fim da tarde de ontem e, até o fechamento da edição, não havia novo índice ou decisão. 

Até nova assembleia dos trabalhadores, a greve é mantida. Em Bagé, as duas agências da Caixa Econômica Federal estão fechadas, assim como as dos bancos Bradesco, Santander e HSBC. Os bancos Banrisul e Itaú atendem parcialmente. Sobre as negociações diárias com a Fenaban, o presidente do Sindicato dos Bancários de Bagé e Região, Nílton Dias, avalia como positivo. Para ele, há disposição entre ambas as parte de negociar e, assim, encerrar logo o processo. 

A greve foi deflagrada no dia 7 de outubro. Antes disso, trabalhadores das agências da Caixa Econômica Federal já haviam aderido ao movimento, que é nacional - eles estavam parados no dia em que o sindicato local votou pela adesão. A deflagração da greve foi motivada porque a Federação Nacional dos Bancos ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales, além de abono de R$ 2,5 mil não incorporado ao salário, o que foi recusado pela classe trabalhadora. A categoria reivindica reajuste salarial de 16%, com aumento real de 5,7% - considera, ainda, o índice inflacionário (medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é de 9,88%.

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