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Caminhão da ADAC em ação

O Caminhão da Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã (ADAC) está em pleno funcionamento em Pinheiro Machado. Recentemente o caminhão recolheu um grande carregamento de cordeiros em Torrinhas. Os mesmos serão abatidos no Frigorífico do Núcleo de Ovinocultores de Pinheiro Machado, que é o mais novo filiado a Associação.

O caminhão foi repassado por meio do Programa de Regionalização do Abastecimento, com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Pequeno Empreendimento Rural (Feaper).

Os caminhões, um boiadeiro e outro frigorífico, estão sendo utilizados pela ADAC para a logística na comercialização de carne de cordeiro com a marca coletiva Alto Camaquã. Por meio do programa, 80% do valor dos veículos é a fundo perdido e os produtores terão a contrapartida de pagar os 20% restantes, com um ano de carência e prazo de cincos anos para quitar o financiamento.

De acordo com o presidente da ADAC, Mateus Garcia, os veículos são extremamente úteis para a organização da produção e a comercialização dos cordeiros. "Antes tínhamos que pagar frete ou depender das prefeituras para levar os animais vivos das propriedades para o frigorífico."


Desenvolvimento
A criação da ADAC e a comercialização de produtos com marca coletiva Alto Camaquã é fruto de um projeto de desenvolvimento territorial conduzido pela Embrapa Pecuária Sul. De acordo com o pesquisador Marcos Borba, coordenador do projeto, a entrega dos caminhões é mais uma etapa de um longo caminho iniciado há cerca de sete anos e que culminou com a organização dos produtores. "As características naturais da região e as pessoas já estavam lá. O que fizemos foi mostrar que a produção de cordeiros do Alto Camaquã tem diferenciais que podem representar a agregação de valor ao produto. São animais criados a base de pasto nativo, sem agredir o meio ambiente e respeitando a cultura e a história desta região", salientou Borba.
A ADAC já está comercializando cordeiros de forma coletiva e organizada há pouco mais de um ano. Segundo Mateus Garcia, no primeiro ano foram comercializados em torno de 1,5 mil cordeiros, número que poderia ser maior se as condições climáticas tivessem ajudado. "Temos que melhorar a eficiência produtiva também. Já avançamos muito na questão de manejo do campo nativo, principalmente com o apoio da Embrapa, mas temos ainda outros gargalos", disse. O projeto da ADAC é comercializar também outros produtos do território do Alto Camaquã, sempre com o objetivo de melhorar a renda e a qualidade de vida do produtor. Nesse sentido, Garcia salientou que estão trabalhando na organização na comercialização de lã e no mês que vem terá uma reunião com produtores de mel para avaliar estratégias de venda com a marca do Alto Camaquã. "Outra área que estamos trabalhando é com o desenvolvimento do turismo rural na região, que tem enorme potencial de exploração sustentável", disse Mateus Garcia.

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