13 de fev de 2016

Pinheiro Machado contra o mosquito Aedes aegypti

O governo federal criou, no final do ano passado, o Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia, que está mobilizando o país para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus, dentre diversas outras doenças.

A situação é inédita e colocou o mundo inteiro em alerta, sobretudo após a suspeita de milhares de casos e confirmação de ao menos 404 bebês que nasceram com microcefalia em 311 municípios de 14 estados, a maioria deles no Nordeste.

O problema levou o Ministério da Saúde a declarar Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Desde então, uma campanha de âmbito nacional tenta erradicar o mosquito.

Ao longo dos anos, o mosquito encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação. Uma das maiores dificuldades é a fácil adaptabilidade do Aedes. Ele prefere sair em busca de sangue pela manhã ou no final da tarde, porém caso não consiga, nada o impedirá de picar na noite também.

O Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia trabalha em três frentes: prevenção e combate ao mosquito; melhoria da assistência às gestantes e crianças; e realização de estudos e pesquisas nessa área.

A intenção do Ministério da Saúde é inspecionar todos os domicílios e instalações públicas e privadas até o dia 29 de fevereiro. Para concluir essa meta, agentes comunitários da saúde, agentes de epidemiológicos e demais profissionais da saúde foram convocados para trabalhar na campanha.

Nos 22 municípios da Região Sul, o projeto ainda está em fase inicial com a instrução desses profissionais. Representantes da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) visitam os municípios e dão noções básicas do procedimento a ser adotado nas visitas às residências.




O agente de endemias Rogério de Souza Lucas afirma que o melhor método de evitar a disseminação do mosquito é a prevenção, fazendo um apelo para o apoio da população de Pinheiro Machado. “Precisamos da ajuda de todos para vencer o Aedes aegypti. Cada um pode dar sua contribuição, verificando locais que possam acumular água parada e dando devidos fins para materiais que venham a ser criadouros do mosquito”, ressalta.

Essa é apenas uma primeira ação visando abranger boa parte da população. As equipes começaram a visitar as residências tendo por objetivo atingir 100% do perímetro urbano do município.

Aedes aegypti
- Mede menos de 1 cm
- Tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas
- Voa em altura média de 1,5 m acima do chão
- Se alimenta de sangue e costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde
- Apenas a fêmea do mosquito transmite o vírus; Ela pica o hospedeiro infectado e leva o vírus na saliva
- O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói nem coça
- É um mosquito doméstico e prolifera-se, especialmente, dentro ou nas proximidades de habitações e em recipientes onde há água limpa e parada
- Clima propício para reprodução: quente e úmido
- A cada três dias colocam 40 ovos de uma só vez
- É transmissor da dengue, febre amarela, zika vírus e chikungunya

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