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Suspeita de mormo interdita propriedade de Pinheiro Machado há mais de um mês

Uma propriedade distante cerca de dois quilômetros da cidade de Pinheiro Machado está interditada desde o dia 15 de janeiro, em virtude de uma suspeita de mormo. Uma égua, de cinco anos, teve diagnóstico positivo no teste inicial para a doença e, desde então, não foi concluído o procedimento de contraprova. 

De acordo com o chefe de seção da Inspetoria Veterinária do município, Michel Régio Marques, assim que houve a confirmação de mormo na análise inicial, uma nova coleta de sangue foi feita no animal. “Enviamos para o Ministério da Agricultura, em Porto Alegre, para que desse o encaminhamento ao laboratório da Lanagro, que faz esse novo teste e que fica em Pernambuco. Até agora, porém, não tivemos um retorno. Por isso mantivemos a propriedade interditada”, explicou. 

O primeiro exame para diagnóstico foi feito no dia 6 do mês passado, por um laboratório de São Paulo, tendo resultado positivo anunciado no dia 14. A inspetoria, assim que notificada, interditou a propriedade e passou a buscar o resultado da contraprova. O membro da inspetoria local informou, aliás, que a única informação que teve é de que estariam suspensas, temporariamente, as remessas de amostras para exame de mormo. 

Conforme Marques, a propriedade só será liberada depois que o resultado do novo teste for respondido. Até lá, tanto a égua com suspeita da doença como outros três cavalos do local serão mantidos em isolamento. O que diz o Mapa A reportagem fez contato com a unidade do Ministério em Porto Alegre. 

O chefe do Serviço de Saúde Animal, Gílson Souza, ao ser questionado sobre a demora, inicialmente, refutou a informação de que ocorreu uma suspensão parcial dos encaminhamentos. "O que pode ter comprometido foi o vendaval que atingiu Porto Alegre e o feriado de carnaval. No mais, as remessas estão sendo feitas normalmente, sempre nas segundas e terças-feiras", garantiu. A respeito do exame da égua de Pinheiro Machado, ele não precisou a atual situação. Mas afirmou: "Se chegou até aqui já foi enviado para o laboratório de Pernambuco. Hoje, não temos nenhuma amostra pendente". 

Números atuais no RS
A página na internet criada pelo governo do Rio Grande do Sul para atualizar os casos da doença não cita a situação de Pinheiro Machado. Conforme consta no espaço, além do foco inicial registrado no município de Rolante, ano passado, outros 23 já foram identificados no Estado, contabilizando um total de 38 equinos com diagnóstico positivo no teste de maleína, reconhecido como diagnóstico conclusivo e definitivo para esta enfermidade pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). 

Segundo caso na região 

É bom lembrar que a suspeita é a segunda registrada na região da Campanha desde a confirmação da existência do mormo no RS. O primeiro foi em Bagé, em dezembro do ano passado, em um equino instalado no Círculo Militar. Naquele caso, o animal teve apontamento positivo no teste inicial, mas negativo na contraprova, o chamado exame de fixação de complemento.

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