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Pinheiro Machado por problemas no Cadin não obteve recursos necessários para a implantação de parreirais em assentamentos

Com quase dois anos em atividade, o projeto que visa à instalação de parreirais em assentamentos da reforma agrária em quatro municípios da região da Campanha prossegue com força em apenas dois: Hulha Negra e Candiota. Sant’Ana do Livramento e Pinheiro Machado, por pendências no Cadastro Informativo Municipal (Cadin), não obtiveram os recursos necessários para a implantação. A afirmação é do presidente do Comitê de Fruticultura da Metade Sul, Adelino Luiz dos Santos. 

No projeto, conforme o dirigente, serão utilizados 10 hectares e meio para cada município, sendo que cada produtor assentado poderá utilizar meio hectare para produzir uvas para sucos, produção que será comprada pelas prefeituras para utilização na merenda escolar. 

Conforme Santos, na Hulha Negra, o projeto está prestes a ser concluído. “É o município que mais avançou nessa proposição”, frisa o presidente do comitê. O secretário municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Hulha Negra, Carlos Manzke, concorda e relata que são beneficiados com o projeto 21 produtores. “O processo de implantação do projeto está em 95%. As mudas já foram plantadas e estamos, também, finalizando a questão das instalações nos assentamentos para o cultivo das uvas. Em janeiro, faremos a prestação de contas dessa primeira etapa do projeto”, explica Manzke. 

As uvas que serão cultivadas são de espécies próprias para consumo in natura ou produção de sucos. Os recursos para o projeto foram de R$ 665 mil provenientes do Fundo de Desenvolvimento de Vitivinicultura (Fundovitis) e mais R$ 45 mil de contrapartida da Prefeitura de Hulha Negra. 

Importância 
Em Candiota, Santos informa que o projeto está na fase final de licitações e que, nos próximos meses, ele acredita, iniciará o processo de implantação das mudas. “Esse projeto é muito importante para a agricultura familiar da região, que tem condições de oferecer uma produtividade muito boa. Além disso, como será feito em pequenas áreas dos assentamentos, é mais uma alternativa de diversificação de renda para esses produtores”, ressalta Santos que complementa: “É um projeto com início, meio e fim. O produtor planta a uva, colhe-a e vende-a para produção de suco, com garantia de que sua produção será adquirida pelas prefeituras”, comenta. 

Agroindústria 
No entanto, o dirigente entende que é necessária a instalação, nos assentamentos, de uma agroindústria que irá fazer o beneficiamento da uva para produção dos sucos. “O projeto contempla essas agroindústrias, mas, com a falta de recursos do governo do Estado, ainda não foi sinalizada essa possibilidade. Porém, iremos tratar com o secretário e representantes do Fundovitis já no começo de 2016 sobre a instalação das agroindústrias, bem como a ampliação desse projeto para outros municípios da região”, declara Santos. Conforme o dirigente, o comitê tentará agendar uma reunião com o secretário Ernani Polo durante a Feovelha de Pinheiro Machado, que irá ocorrer de 27 a 31 de janeiro.

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