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27 de mai. de 2020

Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã tem novo presidente

Foto: Reprodução

Eleito para um mandato de dois anos, o engenheiro agrônomo Edegar Franco é o novo presidente da Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã (Adac). Franco foi vereador em Bagé, secretário municipal de Obras Públicas Viárias do Interior e de Desenvolvimento Rural, Coordenador das Câmaras Setoriais da Secretaria Estadual da Agricultura e Assessor Técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). Em 2011, foi reeleito presidente do Comitê de Fruticultura da Metade Sul do Rio Grande do Sul.

A Adac foi fundada em 2009, por um conjunto de 22 associações de produtores, que registraram a marca coletiva Alto Camaquã. A identificação garante que todos os produtos e serviços gerados na região tenham uma identidade e qualidades associadas à origem territorial e à forma de fazer, apoiadas no uso adequado dos recursos naturais, priorizando a sustentabilidade.

A região do Alto Camaquã fica localizada na parte superior da bacia do rio Camaquã e é composta pelos municípios de Bagé, Caçapava do Sul, Canguçu, Encruzilhada do Sul, Lavras do Sul, Piratini, Pinheiro Machado e Santana da Boa Vista. A vegetação e a riqueza em recursos d'água desafiam os produtores da região (na grande maioria pequenos pecuaristas familiares) a manter uma produção alinhada com a sustentabilidade, visando alinhar crescimento econômico e preservação do meio ambiente.

Na região, predominam pequenas e médias propriedades, tendo a pecuária sobre campo nativo como atividade principal, mas também artesãos e outros produtos. Além da preservação do meio ambiente, o projeto em parceria com a Embrapa prevê a diminuição do êxodo rural, a formação de parcerias e alternativas para a continuidade da produção com o Selo Alto Camaquã que possa ganhar ainda mais mercado, principalmente da carne.

Fonte: Jornal Minuano

7 de mai. de 2020

Vinhos da Campanha Gaúcha recebem autorização para utilizar Indicação Geográfica

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou, esta semana, a concessão da Indicação Geográfica (IG) da Campanha Gaúcha para vinhos produzidos na região. O selo poderá ser aplicado para vinhos brancos, rosados, tintos e espumantes que atendam a certos critérios.

A IG é um sinal constituído por nome geográfico (ou seu gentílico) que indica a origem geográfica de um produto ou serviço. Apenas os produtores e prestadores de serviços estabelecidos no respectivo território, geralmente organizados em entidades representativas, podem usar a IG. Neste caso, a indicação foi concedida em nome da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, que, atualmente, conta com 17 vinícolas integrantes.

Já a espécie denominação de origem reconhece o nome de um país, cidade ou região cujo produto ou serviço têm certas características específicas graças a seu meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

A presidente da Associação de Vinhos Finos da Campanha, Clori Peruzzo, explica que a obtenção da IG é uma "mudança de patamar da região em relação à produção de vinhos finos no Brasil. A indicação geográfica mostra a qualidade dos produtos na área de abrangência que vai de Candiota a Itaqui".

Clori conta que a luta da Associação em busca do reconhecimento começou a quase quatro anos e culminou com a autorização para a o uso da IG. "É uma pena essa pandemia, porque não podemos fazer aglomerações, porque a nossa vontade é dar uma grande festa para comemorar. Para os produtores de vinhos finos da região, faz toda a diferença", destaca.

Ou seja, a partir da liberação da IG para a Campanha, a sétima para o segmento do vinho no Rio Grande do Sul, os produtores de vinhos da região abrangida pela Campanha e que seguirem as normas contidas no regulamento de uso, o Caderno de Especificações Técnicas, poderão utilizar o selo nos produtos.

A delimitação territorial da Campanha Gaúcha utilizada para a liberação da IG é de 44.365 km² abrangendo municípios ou distritos de: Aceguá, Barra do Quaraí, Candiota, Hulha Negra, Itaqui, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento, Uruguaiana, Alegrete, Bagé, Piraí, José Otávio, Dom Pedrito, Ibaré, Maçambará, Bororé, Encruzilhada, Torquato Severo e Joca Tavares.

Site: Jornal Minuano