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9 de fev. de 2018

O ônus da ignorância

Escrito por José Pio Martins* 

Uma tribo indígena, sem contato com a civilização, tem um padrão de consumo – logo, de bem-estar – exatamente igual ao padrão proporcionado pela quantidade de frutas, animais e peixes que seus membros conseguem coletar, caçar e pescar. Se essa tribo tiver conhecimento de agricultura, ela poderá obter também milho e mandioca e melhorar seu padrão de vida conforme o produto de seu próprio trabalho e de sua eficiência produtiva. 

O padrão de vida da tribo será igual à produção feita por metade de seus membros, pois em geral nos agrupamentos humanos – uma tribo, uma comunidade, uma nação –, metade dos membros não são aptos a produzir, embora sejam consumidores; são as crianças, os doentes, os idosos, os aposentados, etc. Com um país não é diferente, ressalvadas algumas complicações decorrentes da complexidade de sua economia em razão da tecnologia e do imenso número de itens de bens e serviços. 

Como o país é mais complexo que uma tribo, existem as leis de convivência social, o Estado e seu braço executivo, o governo, as estruturas burocráticas, os palácios, as mordomias, as sinecuras e todo aparato estatal dos três poderes. 

Para sustentar tudo isso, o governo é autorizado a “tomar” uma parte do que é produzido pelos habitantes e, no Brasil, essa fatia já passa dos 35%, que é carga tributária para pagar os serviços coletivos (justiça, segurança, saúde, educação, defesa nacional etc.), os investimentos públicos e distribuir um pouco aos pobres em forma de programas sociais. Mas os homens da máquina governamental são espertos e primeiro pagam a si mesmos, geralmente com salários, vantagens e aposentadorias a valores médios maiores do que os valores médios da população.

Pelas razões acima, o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), órgão do governo federal, já publicou estudos mostrando que o setor público piora a distribuição de renda. Outro ponto é o seguinte: imagine que os membros da tribo possam se aposentar com idade de 53 anos e vivam 75 anos na média; logo, recebendo durante 22 anos a mesma cota de comida que tinham quando trabalhavam. Se a produtividade (produção por hora de trabalho) for sempre a mesma, o padrão de vida cairá. Assim é a previdência social. 

Essas lições simples de economia – que, para conhecer, é necessário estudar – estão na base das políticas e ações para superar a ineficiência produtiva, consertar os dois sistemas de previdência e vencer a pobreza. Infelizmente, os membros do parlamento, com as exceções de praxe, não revelam conhecimentos dessas questões, e a maioria parece nem se interessar muito em estudar, pesquisar e aprender. 

Certa vez disseram a Derek Bok, professor de Harvard, que a educação estava cara, ao que ele respondeu: “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Pois o Brasil vem fazendo isso há muito, e o ônus da ignorância aí está. Um país rico de recursos (naturais) e pobre de riquezas (recursos transformados em artigos consumíveis). 

*José Pio Martins é economista, reitor da Universidade Positivo.

23 de fev. de 2011

Amarrando Ideias - Acessibilidade em Pinheiro Machado

Por Marilete Peres

Já faz algum tempo que penso em escrever sobre a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida ou cadeirantes em nossa cidade. Incrível que, muitas vezes, só enxergamos as coisas, quando nós, ou alguém próximo passa por essa situação. 

No ano passado, minha mãe sofreu um AVC e não podia caminhar, então providenciamos uma cadeira de rodas para que pudesse sair às ruas. Ela ficou muito feliz e imaginava que tinha conseguido mais uma vez sua independência, no entanto, na primeira vez que a levamos para dar uma passeadinha, foi um verdadeiro caos, calçadas irregulares, com degraus ou rebaixamentos para entrada de garagens enormes, algumas esburacadas, muitos dos meios fios (de calçada) sem rampas junto as esquinas, as quais são previstas em lei, para o acesso a estas pessoas que estou citando . 

Então andamos umas três quadras e voltamos para casa muito desanimados, além do medo de que a cadeira trancasse numa dessas irregularidades e a derrubasse. A partir desse dia, comecei a observar outras tantas ruas de nossa cidade e verifiquei que na maioria não há o rebaixamento exigido por lei. Alguns moradores até constroem degraus nas calçadas! Assim, penso que há a necessidade de sensibilização e quem tenha a competência para intervir e exigir, que a lei seja cumprida, o faça, porque muitas pessoas precisam dessa acessibilidade e têm o direito de ir e vir. 

Tenham certeza que isto é vital para elas. Espero ter contribuído para a discussão sobre este tema de suma relevância em nossa sociedade. Para quem quiser maiores esclarecimentos, recomendo a leitura do Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004, disponível na Internet.


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8 de fev. de 2011

Amarrando Ideias - Dependência tecnológica

Por Marilete Peres

Após longo período afastada de escrever para a coluna “Amarrando Ideias”, estou retornando, nesse período fiquei observando a arte de escrever e a criatividade de colunistas que escrevem, muitos deles, diariamente, como é o caso de Paulo Santana, na Zero Hora, também fiquei feliz de ver novos escritores surgindo, exemplificando a Gislene Farion, que considero que está redigindo muito bem e é uma bela observadora do nosso cotidiano. 

Mas vamos para o tema que quero desenvolver hoje. Estive uns dias no Cassino e levei junto comigo um dos meus netos, que tem 12 anos, ficamos numa casa em que não havia acesso a internet e nem televisão com entrada para videogame. No entanto, levei o notebook e um monte de filmes para nos entretermos nas horas vagas. Passeamos, fomos para a praia, nos molhes da Barra, mas quando chegava de tardezinha começava a síndrome da abstinência em nós dois, nele pela falta dos jogos no Playstation 2 e em mim pela internet. 

Ficamos uma semana e não aguentávamos mais, então nos dirigimos a uma lan house onde nos deliciamos, ele com jogos e Orkut e eu com as notícias em geral e do Eigatimaula, sobre a Comparsa, que até então são sabia nada e as demais notícias de nossa cidade, com o Orkut, com a Colheita Feliz e com as mensagens recebidas nesse período. Observei a dependência que a tecnologia exerce sobre nós, como ela faz parte do nosso dia a dia, no caso do meu neto ele tem um mundinho a parte, onde se houver um computador e um videogame, não precisa nem alimentação. 

De certa forma isto faz parte da grande maioria da geração de hoje, o que especialistas se preocupam com este “isolamento social” que está ocorrendo atualmente, da necessidade da interação com outras pessoas e desenvolvimento de outras atividades. Finalizando concluo que como toda dependência, devemos ter cuidado, para que não se torne uma obsessão.

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1 de abr. de 2010

Amarrando Ideias: A prática docente no mundo de hoje

Por Marilete Peres

Nos últimos meses, tenho lido muito sobre o papel do professor frente às novas tecnologias e refletido qual o papel do professor no mundo contemporâneo. Há extensa bibliografia sobre a utilização das mídias na educação, mas na maioria destas, faz referência a necessidade de capacitação dos professores, para que sejam capazes de utilizar estes meios tecnológicos, hoje presentes em praticamente todas as escolas, com a finalidade de qualificar o processo de aprendizagem.

Por outro lado, não adianta os governos destinarem laboratórios para as escolas, se ao mesmo tempo não oferecerem cursos aos docentes e a manutenção da infra estrutura destes laboratórios, como também se faz necessário a reflexão sobre o Projeto Político Pedagógico de cada Escola, incluindo as tecnologias como aliadas no desenvolvimento de seu currículo.

No dia 26 de março, finalmente o Colégio Estadual Hipólito Ribeiro recebeu a feliz notícia que o Regimento Escolar e o Plano de Estudos, que havia sido encaminhado ainda em 2008 a 5ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação) de Pelotas, foram aprovados, podendo já ser implantados este ano, visto que foram protocolados na mantenedora ainda no ano anterior. Com estes novos documentos normatizadores das atividades pedagógicas e administrativas, que estão em consonância com o Referencial Curricular- Lições do Rio Grande e enfatizando a educação baseada em habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos alunos, é dado um grande passo para a melhoria da educação ofertada por este Colégio.

Salienta-se que esta proposta não é uma política de Governo, mas uma política de Estado, que irá muito além de uma gestão, visto que já estava prevista desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- Lei 9394/96 e Parâmetros Curriculares Nacionais, sendo a linha adotada nas provas do ENEM, com isto se pretende dar melhores condições aos alunos, para que fiquem preparados para continuarem seus estudos, além de se tornarem pessoas críticas e construtivas, capazes de resolver problemas na sociedade em que vivem.

O desafio está, portanto na incorporação de novas tecnologias a novos processos de aprendizagem que oportunizem ao aluno atividades que exijam não apenas o seu investimento intelectual, mas também emocional, sensitivo, intuitivo, estético, etc, tentando não simplesmente desenvolver habilidades, mas o indivíduo em sua totalidade.

Neste contexto, o professor como transmissor de conhecimento desaparece para dar lugar à figura do mediador, porque na era da internet, o professor não é a única e nem a mais importante fonte do conhecimento. O indivíduo é bombardeado de informações a todo o momento e através de diversas fontes. Cabe ao docente, mais do que transmitir o saber, articular experiências em que o aluno reflita sobre suas relações com o mundo e o conhecimento, assumindo o papel ativo no processo de aprendizagem, que, por sua vez, deverá abordar o indivíduo como um todo e não apenas como um talento a ser desenvolvido.

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12 de jan. de 2010

Amarrando Ideias: Colégio Hipólito Ribeiro, mais uma missão cumprida

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

No dia 09 de janeiro, às 20h30min o Colégio Hipólito Ribeiro realizou a solenidade de conclusão do Ensino Médio das duas turmas de 3ª séries, no Ginásio Municipal.

Eu, como professora desse Colégio e regente dos componentes curriculares de Geografia e Sociologia da 3ª série A, que funcionava no turno da manhã e coordenadora pedagógica do noturno, me sinto muito feliz por mais uma etapa vencida.

Quero homenagear meus queridos alunos e relembrar que no início do ano letivo, fiz uma reflexão com eles, que este era o último ano de estudo deles neste educandário, que logo em seguida cada um seguiria por novos caminhos, consequentemente era uma ano de grandes decisões, porque deveriam definir que metas queriam alcançar, alguns ficaram muito preocupados, outros nem tanto, mas sei que os fiz refletir.

A 3ª série do Ensino Médio é uma verdadeira encruzilhada, é uma desacomodação depois de anos em que eles sabem que a cada ano letivo têm um porto seguro, professores e colegas já conhecidos para conviverem, a partir de agora os caminhos são incertos e desafiadores, devem transpor barreiras para atingirem os objetivos almejados.

A cada conclusão de curso fico com um sentimento de perda, porque me apego muito a meus alunos e não os terei mais andando pelos corredores, fazendo barulho com brincadeiras e risos na sala de aula, o olhar brilhante diante de uma proposta nova de trabalho que levo para sala de aula, o interesse em cumprir desafios e o prazer em vencer o que foi proposto, o despertar da cidadania e o que é ser cidadão, o interesse pela política e de como eles podem ser a diferença no nosso município, estado e país, mas por outro lado, fico muito feliz por ter contribuído no crescimento de cada um deles e de ter ajudado para que possam abrir novas portas e irem ao encontro de novos horizontes, que espero que sejam de muito sucesso.

Agora nós, professores, ficaremos esperando notícias de que um passou no vestibular, outro foi para o IFSUL, outro conseguiu um bom emprego, outro já está se formando numa Universidade, outro se candidatou a vereador ou prefeito e venceu as eleições, outro conseguiu um bom emprego fora do município, ainda outros entraram para o mercado de trabalho no comércio local, mas cada um deles permanece em nosso coração e “torcemos” para que sejam felizes e nunca se esqueçam de nós, porque com certeza nunca os esqueceremos. Vão em frente meus queridos amigos, que Deus os proteja e conceda a vocês um futuro brilhante e que acima de tudo se realizem plenamente tanto profissional como em suas vidas.

Ontem a noite, a equipe diretiva do Hipólito Ribeiro fez com a mãe águia que empurra seus filhotes no despenhadeiro para que alcem vôos sozinhos. Sucesso e não tenham medo de serem felizes.


"Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja vossa paz uma vitória!"

Nietzsche

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

12 de dez. de 2009

Amarrando Ideias - Mais um final de ano

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Mais um final de ano se aproxima e com ele, a sensação de que não realizamos tudo o que queríamos: projetos que não conseguimos concluir, atividades que obrigatoriamente deverão ser concluídas até dia 31 de dezembro, conflitos a serem solucionados, pessoas a serem perdoadas, mudanças a serem efetivadas, palavras a serem ditas; enfim, os desejos e as cobranças, principalmente as internas, se fazem presentes, tendo como prazo o final do ano. A esse leque de cobranças, somam-se ainda os múltiplos compromissos típicos do final de ano: compras, com quem e onde passar as festas, presentes, viagens, férias, etc.

Todos parecem correr contra o relógio, pois o tempo parece estar cada vez mais escasso e de repente, as pessoas pensam que podem abraçar o mundo, quando muitas vezes não conseguem abraçar a si próprias. Diante desta correria que estamos envolvidos, cabe pensar se vale à pena realmente se correr tanto assim contra o tempo, até que ponto temos o dever de cumprir tantos compromissos? Será que somos obrigados a atender o mercado consumidor e comprar tantos presentes? Muitas vezes até gastando mais do que dispomos. Será que é este o sentido do Natal?

Penso que temos que refletir muito sobre nossas ações e não nos cobrarmos tanto e nem termos que sermos iguais a grande maioria das pessoas, analisarmos o que é importante para nós neste restinho de ano e início de ano novo. Deixarmos de nos preocupar apenas com os fatores externos, como os presentes a serem comprados, a comida a ser feita, casa e armários a serem arrumados, viagens a serem realizadas, e a reflexão fica em segundo plano, como se pensar fosse sinônimo de dor.

Quem sabe a partir deste momento paremos um pouco e decidimos a sermos uma exceção à regra e fazermos neste período o que é significativo para nós, como seres humanos e limitados que somos, sem muita pressa, porque a vida continua em 2010 e precisamos de muita energia para seguir em frente, em busca de novas conquistas.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

20 de nov. de 2009

Amarrando Ideias: Capacitação de professores em tecnologias digitais

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

No dia 17 de novembro, professores do Colégio Estadual Hipólito Ribeiro concluíram o Curso de Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), com duração de 100 horas, do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional- PROINFO INTEGRADO, MEC/SEED, ministrado pela profª formadora Maritânia Bassi, do NTE de Pelotas.

Este curso tem como objetivo levar os professores a refletirem sobre o papel da tecnologia na vida cotidiana, compreender a construção do conhecimento na sociedade da informação, descobrir como participar mais efetivamente desse processo e como inseri-lo em sua ação profissional de educador, contribuindo para a qualidade da educação e a inclusão social de crianças, jovens e adultos na tecnologia digital.

Por vários meses, deste ano, os professores puderem aprender várias formas de trabalhar no Laboratório de Informática com seus alunos, tornando as aulas mais atrativas e consequentemente qualificando o ensino-aprendizagem deste estabelecimento educacional.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

29 de out. de 2009

Amarrando Ideias: Eleição no Hipólito Ribeiro

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Ontem, dia 28 de outubro, ocorreu a eleição para a direção do Colégio Est. Gen. Hipólito Ribeiro, tendo-se candidato somente a profª Marizete C. Duarte a reeleição. A eleição transcorreu durante todo o dia, prolongando-se até às 21h.

Logo após a comissão responsável pelo processo eletivo procedeu a contagem dos votos, que foram os seguintes: total de votos: 749, válidos: 609; nulos: 102; brancos: 38.

Com este resultado, foi reeleita a profª Marizete, com os seus vices-diretores: Celi Viter da Cunha (séries iniciais), Sandro Flores da Rosa (diurno) e Eliane Souza Trindade (noturno), com uma porcentagem de 81,3% de aceitação dos alunos, professores, funcionários e da comunidade Hipólito Ribeiro.

Parabéns colegas! E desejo que continuem com muito êxito esta árdua tarefa de conduzir a educação estadual em nosso município. Vamos em frente!

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

18 de out. de 2009

Amarrando Ideias: Plenária do Estudante e Dia do Professor

Por Marilete Peres
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No último dia 06 deste mês a Câmara Municipal promoveu a Plenária do Estudante, onde cada escola deveria enviar um aluno para apresentar o que foi realizado no ano em sua escola, solicitações e proposições aos legisladores e executivo municipal. Confesso que fiquei encantada e orgulhosa com o desempenho e desenvoltura de nossos alunos, ou melhor nossas alunas, porque 100% eram mulheres, espero que com esta expressiva representação nas próximas eleições tenhamos maior representação feminina e eleitas, porque ultimamente em nosso município não temos tido nenhuma representante. Todas as estudantes fizeram excelentes explanações e proposições muito significativas, espero que sejam atendidas. Aproveito o momento para pedir ao Legislativo que encaminhe ao Executivo Municipal o que foi proposto nesse evento.

Aproveitando a oportunidade, parabenizo o Legislativo pela ótima iniciativa oferecida às nossas Escolas.

No dia 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor e fazendo um paralelo entre estes dois eventos, entendo que o desempenho das alunas na Plenária é fruto em grande parte da educação recebida pelos professores de nosso município, desta forma, nesses momentos, o professor vê a semente que plantou ao longo de vários anos, germinando e se frutificando e dá um orgulho imenso em ser professor.

Queridos colegas professores continuem em frente, porque nossa tarefa é muito grande e tem um valor enorme para a construção de nossa sociedade, que se quer crítica, construtiva, participativa, cidadã e sem medo de ir em busca de novos caminhos e ser feliz.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

21 de set. de 2009

Amarrando Ideias - Pinheiro Machado x Mercado de Trabalho

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

No último mês fiquei a refletir sobre o mercado de trabalho de nosso município, principalmente no processo seletivo para contratação emergencial de auxiliares de serviços escolares e professores de Geografia, História, Matemática e Português/Espanhol para a rede municipal de ensino. Fiz parte da Comissão organizadora deste processo e fiquei impressionada com a quantidade de pessoas inscritas para auxiliar de serviços escolares, foram 149, para somente 6 vagas, sendo que 3 eram para as escolas Passo do Machado e São João Batista e tinha como exigência que residissem nessas localidades, porque não poderiam dispor do transporte escolar, devido ao horário de trabalho, isto fez com que ficasse reduzido a 3 vagas na zona urbana.

A exigência de habilitação era Ensino Fundamental incompleto, mas a grande maioria possuía Ensino Médio e houve inscritos com Ensino Superior. Dos classificados para as vagas das escolas da sede, 2 pessoas alcançaram a nota 95 e para a terceira vaga houve empate de 22 pessoas com a nota 90, tendo havido um sorteio para definir o sortudo que seria contemplado. Já para os professores, a grande maioria dos inscritos não era de nosso município, visto que não há habilitados para essas áreas aqui, o que se faz urgente mais cursos superiores na área educacional, para suprir as vagas existentes por pinheirenses, não querendo ser bairrista, não me entendam mal.

Como reflexão final, vejo como nosso município ainda oferece poucas vagas de empregos, quantos jovens e pessoas adultas desempregadas em nosso município! Olho para os meus alunos do 3º ano do Ensino Médio e fico pensando o que será deles a partir do próximo ano? Isto me angustia muito, porque cada vez mais vimos o número de habitantes diminuir, aí estão os dados do IBGE deste ano, porque nossos jovens, muitos sem querer, estão emigrando para outros municípios em busca de emprego, para continuarem seus estudos e mesmo sobreviver.

Espero que futuramente haja mais empregos e mais cursos que habilitem ou capacitem nossa população, para que tenhamos um município melhor e com mais qualidade de vida e consequente desenvolvimento social e econômico.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

21 de ago. de 2009

Amarrando Ideias - Retorno das aulas no Hipólito

Por Marilete Peres
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Depois de um período prolongado de férias escolares, nesta segunda-feira, dia 17 de agosto, os alunos do Colégio Estadual General Hipólito Ribeiro retornaram às aulas, por determinação da Secretaria Estadual de Educação.

A diretora Marizete procurou adequar o Colégio para receber seus alunos e professores, colocando sabonete líquido, papel toalha e álcool em todos os banheiros, como também solicitou para as funcionárias que reforçassem os cuidados com a limpeza das salas de aula e demais dependências, fez reunião com os pais dos alunos pequenos e passou em todas as salas de aula, de todos os turnos para explicar e orientar como proceder, para evitar a contaminação com a gripe A. Houve reunião com todos os professores para discutirem procedimentos de cuidados e formas da recuperação desse período.

Agora deverão ser feitas alterações no Calendário Escolar para cumprir os mínimos legais previstos em lei.

Quanto ao cumprimento dos dias letivos quero ressaltar que não cabe ao Governo do Estado, Municipal, Legislativo, Conselho Estadual ou Municipal de Educação determinar que não sejam cumpridos o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas, porque esta exigência está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 9394/96, artigo 24. E para que haja modificação nesta Lei depende de manifestação do Conselho Nacional de Educação. Ontem li na internet que o Ministro Haddad está encaminhando pedido, a este órgão, para reduzir os dias letivos, como também, hoje, li no Jornal Diário Popular, que a CNTE - Confederação Nacional dos trabalhadores em educação, que encaminhou ofício ao Governo Federal, para que o ano letivo seja reduzido de 200 dias para 180 dias em 2009. Aguardemos o pronunciamento do CNE.

No entanto, o que mais me preocupa neste momento é o perigo de contágio da Influenza H1N1, nesta semana fria e chuvosa, além do frio que os professores e alunos estão passando, porque as aulas devem ficar com portas e janelas abertas. Outro problema enfrentado é que os alunos que dependem de transporte escolar, não contam com este, até o dia 01 de setembro, visto que o município, como os demais municípios da AZONASUL decidiram prorrogar as férias até 01 de setembro, dessa forma não oferecem transporte escolar nesse período.

Como ficará a aprendizagem desses alunos? Como os professores poderão oferecer atividades a estes para que consigam aprender e acompanhar as atividades propostas neste período?

Infelizmente este ano letivo será prejudicado em decorrência desta pandemia, espero que possamos contornar todos estes problemas que aí estão e oferecer qualidade na educação neste segundo semestre, apesar de todos os problemas enfrentados, contamos com o entendimento e colaboração de todos.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

11 de ago. de 2009

Amarrando Ideias - Procuram-se professores

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Hoje de manhã (10/08) estava em casa, com a televisão ligada, zapeando entre os canais, quando me chamou a atenção uma entrevista que estava ocorrendo na TV Senado, com um professor ligado a Capes-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Governo Federal. Dizia esse professor que o Brasil tem um déficit muito grande de professores, em todas as áreas, com destaque em Física e que para formar professores desta área do conhecimento para suprir as necessidades de todo o país levaria 84 anos.

Dessa forma o governo federal, juntamente com os Estados e Municípios estão oferecendo várias formas de licenciatura, tanto para quem ainda não possui habilitação, quanto para professores que já possuem uma licenciatura, mas estão lecionando fora de sua área de formação, com inscrições na Plataforma Paulo Freire.

No entanto, me causou estranheza ao acessar esse site e ver que o RS não está contemplado para cursos até o momento, então busquei informações e me disseram que o Governo de nosso Estado não havia aderido a este programa, lamentavelmente, espero faça esta adesão o mais breve possível.

Há uma grande defasagem de professores licenciados de todas as áreas, inclusive em nosso município. O que será que levou a esta situação? Por que nossos jovens já não se interessam pela carreira do magistério?

Tudo na vida é processo e o que vimos, hoje, é a consequência do desprestígio que está classe vem sofrendo ao longo dos anos, com pouca valorização, baixos salários, estrutura para trabalhar deficiente, desrespeito por parte de alguns alunos e pais.

Espero que agora comecem a ver a importância dos profissionais da educação e não somente ofereçam cursos e que estes sejam de qualidade, para sanar as deficiências existentes, mas criem ou reformulem os planos de carreira com valorização profissional, salário justo, aperfeiçoamento constante, progressão na carreira para que a educação venha a alcançar o destaque que merece num país de destaque na América Latina.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

2 de ago. de 2009

Amarrando Ideias - Recesso escolar x gripe suína

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Todos os professores e alunos estavam prontos para retornarem as aulas na próxima segunda-feira, tanto na rede estadual, quanto municipal, mas houve o adiamento, pelo governo estadual e também pelo governo municipal, prorrogando o recesso escolar até 17 de agosto, para evitar o contágio pela gripe suína nas escolas.

Diante destas determinações poderemos fazer duas leituras. Primeiro: não adianta prorrogar o recesso escolar, visto que essa pandemia não irá terminar em duas semanas e isto só fará comprometer o andamento do ano letivo em todas as escolas, fazendo com que haja aula em praticamente todos os sábados até o final do ano ou somente encerrá-los em janeiro de 2010, em segundo lugar: os governos estão evitando que os alunos fiquem em recintos fechados e utilizando os mesmos móveis e materiais, o que poderá levar ao contágio, se por ventura alguém esteja contaminado pela influenza H1N1, pelo menos nestas duas semanas de agosto, quando o frio ainda é muito intenso e com grande umidade, o que propicia o surgimento de vários tipos de resfriados e gripes.

Nessas duas semanas é possível se observar a evolução dos casos diagnosticados, aumento ou diminuição de novos infectados, como também como as redes de saúde estão se organizando para enfrentar esse tão grave problema de saúde mundial. Em toda a imprensa vimos várias manifestações, tanto a favor, quanto contra a prorrogação do recesso escolar, muitos dizem que não adianta as escolas pararem se continuam acontecendo festas, jogos de futebol, shows... .

Da minha parte entendo que é coerente o que os governos estão fazendo em prorrogar o retorno às aulas, porque não há medida de higiene que seja possível evitar o contágio dentro das escolas, porque para as crianças, principalmente, é muito difícil evitar o contato direto com seus colegas e como diz o gaúcho: “depois da porta arrombada não adianta tranca de ferro”, por isso acima de tudo devemos preservar a saúde de nossos alunos, as aulas e os dias letivos os gestores, com certeza, encontrarão uma forma de cumprir os mínimos legais exigidos por lei.

Enquanto houver este recesso as mantenedoras deverão se organizar para orientar os alunos, professores, funcionários e a comunidade escolar de como as escolas serão higienizadas e desinfetadas e como cada um deverá se proteger.

E você amigo(a), o que pensa sobre este impasse?

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

25 de jul. de 2009

Amarrando Ideias - Participação no 9º Poder Escolar

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Ocorreu esta semana em Pelotas o 9º Poder Escolar no Teatro Guarany e na UCPEL Campus 1, com a participação de mais de 1500 professores inscritos.

A proposta dos “Encontros sobre o Poder Escolar”, desde a primeira edição, é investir na autonomia da escola e na capacidade de se constituir um espaço significativo de aprendizagem, tanto para os alunos quanto para os professores, numa rede de saberes e fazeres discentes e docentes, construída no processo de interações humanas. Neste ano estão participando deste evento mais de dez professores municipais e estaduais de nossa cidade, que estão investindo no seu aperfeiçoamento profissional, sem nenhuma ajuda financeira de suas entidades mantenedoras.


Houve a apresentação de dois trabalhos de nosso município: na segunda-feira, dia 20, as professoras Claudia Escalante Medeiros e Sônia Faria, relataram o projeto “Cálcio- elemento norteador de uma proposta interdisciplinar”, trabalho realizado com as 2ªs séries do Ensino Médio, em 2008, do Colégio Hipólito Ribeiro. E no dia 21, foi a vez do relato sobre o projeto: “Interagindo saberes, uma viagem ao velho mundo”, pelas profªs Marilete Peres e Sônia Faria, atividade que foi realizada em 2008, com os alunos de 8ª série do Colégio Hipólito Ribeiro e Escola Municipal Monteiro Lobato de Hulha Negra, onde os alunos interagiram através de um blog simultaneamente.

Saliento que este projeto foi à conclusão do ciclo básico do Curso a distância Mídias na Educação, que estamos realizando e apresentamos em agosto de 2008 em Bagé. Através desta proposta de trabalho houve grande participação dos alunos, que se sentiram estimulados com o uso de tecnologias em sala de aula e ainda mais podendo conhecer outras pessoas, os alunos da Hulha Negra, como conclusão os alunos pediram para se conhecerem e em novembro de 2008, realizamos o desejo deles e fomos a Hulha Negra, onde fomos muito bem recebidos.

Também ocorreram muitas apresentações de experiências de professores da região, que estão compiladas num livro que foi entregue a todos os participantes.

Concluindo, fico muito feliz em ver que os professores de nosso município, mesmo sem auxílio financeiro, continuam se capacitando e buscando novos conhecimentos.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

21 de jul. de 2009

Amarrando Ideias - As experiências do Conae

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

A Conferência Nacional de Educação - Etapa Municipal aconteceu nos dias 16 e 17 de julho e trouxe ao nosso município vários professores conceituados da UFGRS, como a ex-secretária de educação do Estado, profª Lucia Camini, também de Porto Alegre os professores Alexandre Rossi e Rosa Mosna.

De Bagé vieram as profªs Maria Beatriz Luce, reitora da Unipampa e a profª Alissandra Hampel da Urcamp, de Pelotas as profªs da UFPel Maria de Fátima e Rita Cóssio, que muito enriqueceram a discussão sobre a educação nacional para os próximos dez anos. Importante destacar que todos estes professores vieram a nossa cidade, sem cobrarem nenhum valor. Somente o município se encarregou de oferecer transporte e alimentação para eles.

Tivemos a presença de quase a totalidade dos professores municipais, além de representantes de outras entidades ligadas à educação, como também professores da rede estadual , que puderam se manifestar durante a Conferência.

Dos debates que ocorreram foram feitos vários destaques ao documento referência apresentado, os quais serão, agora organizados na SMEC e encaminhados a Comissão Estadual da CONAE, também estes estudos servirão de base para a elaboração do novo Plano Municipal de Educação.

No último dia do evento foram eleitos, pelos participantes através de voto, quatro representantes, para se fazerem presentes na Conferência Estadual de Educação, que ocorrerá no mês de outubro. Foram eleitos: Ronaldo Madruga, Teresinha Barcellos, Marilete Peres e Maritana Garcia.

Espero que estejamos a altura para levar as reivindicações de nosso município, na etapa estadual, para a construção do novo Plano Nacional de Educação, para que seja contemplado melhorias na qualidade na educação nacional, estadual e também municipal, além de acesso, permanência e sucesso de todos.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

16 de jul. de 2009

Amarrando Ideias - Conae

Por Marilete Peres
Colunista do Blog

Retornando a esta coluna para “amarrar mais umas ideias”, nesta semana quero comunicar e convidá-los para participar da CONAE - Conferência Nacional da Educação-Etapa Municipal: Construindo o Sistema Nacional articulado de educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de julho, com início previsto para às 8h30min, na Sociedade Recreativa e Cultural Filhos da Lua.

Este evento está sendo organizado pela Secretaria Municipal da Educação, Cultura e Desporto, através de uma Comissão Organizadora, da qual faço parte, como representante do Conselho Municipal de Educação. Está previsto a vinda de grandes educadores para debaterem sobre seis eixos que serão analisados.

O Governo Federal realizará em 2010, a Conferência Nacional de Educação e esta será precedida por Conferências em todos os Estados, Distrito Federal e municípios. Podendo os municípios optar por realizarem Conferências municipais ou intermunicipais, no nosso caso será somente deste município.

Quero destacar a importância de realizá-la, porque somente através da discussão de toda a sociedade sobre as políticas públicas educacionais, não somente em âmbito federal, mas também estadual e municipal é possível se traçar à educação que queremos ter, a partir de um levantamento da realidade que temos.

Então, amigos mobilizem-se e participem, porque sabemos que somente é possível termos um país desenvolvido, com boa qualidade de vida, se tivermos uma educação qualificada e para isto temos que dizer que tipo de educação queremos ter e reivindicar as condições dos entes federados para que possamos colocá-la em prática.

O êxito desta Conferência depende da participação de todos os segmentos sociais e principalmente de todos que de uma forma, ou outra estejam envolvidos com a educação.

“Educação direito para todos.

Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.

4 de jul. de 2009

Amarrando Ideias - Reflexão sobre a escola de hoje

Por Marilete Peres
Colunista do Blog
Começo esta atividade de colunista, em primeiro lugar porque gosto muito de atividades voltadas às tecnologias e informática e em segundo, porque não consegui dizer um “não” ao meu ex-aluno e amigo Tiago em colaborar com seu blog.

Pretendo através desta coluna, expressar a importância do uso das Mídias nos dias de hoje e o papel fundamental que a escola tem neste processo.

Nunca a evolução tecnológica e as comunicações foram tão rápidas, muitas vezes digo aos meus alunos, é mais fácil sabermos o que está acontecendo no Japão do que na casa do vizinho que mora ao lado de nossa casa. Diante destas mudanças do mundo atual, como fica a escola? O que se deve ensinar aos alunos? Como trabalhar? Como conduzir o processo de ensino aprendizagem, quando se tem a concorrência tão grande de todos os meios de comunicação? O que é significativo, hoje, para nossas crianças e adolescentes?

Atualmente em nossa cidade todas as escolas de Ensino Fundamental da rede municipal, tanto urbanas como rurais e mais o Colégio Estadual possuem Laboratórios de Informática e salas de multimeios. No entanto, o simples fornecimento de equipamentos, não resolve a mudança que tão necessário e urgente se faz, dessa forma é preciso que haja uma transformação na forma de trabalhar e uma ação reflexiva das atitudes da escola e dos professores. Essa transformação vai exigir que os professores reconheçam que já não são os detentores da transmissão de conhecimento e aceitem que as novas gerações têm outras formas de aprendizagem.

As mídias por si só não resolvem o problema, as entidades mantenedoras devem oferecer cursos de formação aos educadores, para que estes se apropriem deste novo conhecimento e possam transformar o seu fazer pedagógico.

Alguma coisa já está sendo feita no nosso município, as quais veremos nas próximas colunas.


Marilete Peres é professora estadual e municipal. Atua também no Conselho Municipal de Educação e é formadora do curso de Introdução a Educação Digital. Assina a coluna Amarrando Ideias, que aborda assuntos de interesse da cidade, em especial, a educação.