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3 de set. de 2011

Buscando Rumos: Exposição de fotos

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Nesses dias que nos separam da Semana Farroupilha, em especial do desfile de cavalarianos, torna-se inevitável que tal assunto venha à tona, ocasionando algumas discussões e especulações, o que é extremamente salutar para que tenhamos um grande evento.

Em determinado ponto de uma conversa dessas relacionadas ao desfile de cavalarianos, tentamos fazer um retrospecto de temas que já foram apresentados pelos mais diversos piquetes filiados ao CCTG Lila Alves e que são os verdadeiros responsáveis pela grandiosidade desse evento. Lembramos das oportunidades em que foram apresentados temas relacionados a Erva Mate, Fardas da Brigada Militar, Lanceiros Negros, Idade do Couro, Nossa Senhora da Luz, Sepé Tiaraju, Teixeirinha, A Maçonaria na Revolução Farroupilha, Semana Farroupilha, Ressurreição, Lidas Campeiras, Cavalhadas e Símbolos do Rio Grande.

Algumas homenagens também foram efetuadas com grande sucesso, como Cesar Passarinho, Aureliano de Figueiredo Pinto, Gargione Avila e Sandra Peraça. Não restam duvidas de que vários temas apresentados e alguns homenageados nos desfiles de cavalarianos não foram citados aqui, mas o que se pretendeu foi lembrar o máximo, pois se constitui um acervo cultural muito bonito, cabendo até mesmo a sugestão, de que seja organizada, quem sabe para breve, porque não pelo Departamento Cultural do CCTG Lila Alves, uma exposição durante a Semana Farroupilha, demonstrando com fotos, todos os temas já apresentados, identificando o ano, e o Piquete que apresentou.

Pelo pouco que tomei conhecimento, este ano deverá, novamente, ser marcado pelo zelo à autenticidade e apresentará importantes aspectos culturais, levando a crer que marcará mais um ano de belíssimo desfile encerrando nossa Semana Farroupilha. Encerrando é uma maneira de dizer, pois isto somente se concretiza na sede social do CCTG Lila Alves, em ato cívico realizado no dia 20 de setembro, creio que às 18h, quando são arriados os pavilhões naquela instituição, ao passo que, na praça Angelino Goulart, os pavilhões são arriados sem qualquer solenidade, o que evidencia que a Semana Farroupilha em nossa cidade só tem sua finalização no CCTG Lila Alves.

Ainda sobre a Semana Farroupilha, mantivemos contato com o patrão do CCTG, Jorge Melo, quando tomamos conhecimento de que não há mais mesas para serem locadas durante o evento, o que indica o sucesso que deverá ser, em termos de público, o período de 12 a 20 de setembro na sede social.

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24 de ago. de 2011

Buscando Rumos: Voltando ao assunto

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Mencionamos anteriormente nossa preocupação com o bom andamento do nosso desfile de cavalarianos, sendo que o único objetivo é tentar auxiliar, colaborar, jamais intervir ou pretender ser mais sábios do que aqueles que organizam o evento. Fui patrão do CCTG Lila Alves assumindo a responsabilidade sobre o desfile de cavalarianos daquele ano, sendo que contava com a coordenação de pessoas experientes e conhecedoras do assunto e certamente o problema que mencionarei deve ter acontecido naquele ano. 

Durante o desfile são realizadas duas voltas pelo itinerário, sendo que na primeira não há apresentação de temas, o que acontece somente na segunda volta, quando então são incorporados aos piquetes os meios visuais a serem utilizados na abordagem temática. De longa data, o CCTG Lila Alves assume a responsabilidade pela escolha dos jurados que atuarão durante o desfile e que, por derradeiro, são os responsáveis pela avaliação dos piquetes e suas classificações. Estes jurados são designados quase sempre em numero de três. 

Com freqüência, temos visto que os jurados atuam conjuntamente, isto é, juntos e em deslocamentos conjunto, efetuam a avaliação e não raramente, determinam que o piquete interrompa seu deslocamento para que possam avaliar pilchas e aperos, causando uma incomoda pausa, não só para o Piquete, mas especialmente para quem está assistindo. 

Conversando com Delci Oliveira, há mais de vinte anos envolvido com os desfiles, assim como com outros tradicionalistas do nosso município, há uma unanimidade de que os jurados poderiam atuar de forma setorial, isto é, aquele que estiver incumbido de julgar aperos e pilchas, poderia postar-se entre os cavalarianos antes do Piquete iniciar seu desfile, de forma que quando este entrasse na área de avaliação cultural, já tivesse sido liberado da avaliação anterior. Ao término da primeira volta, ocorre, em frente ao palanque oficial, uma cerimônia cívica, podendo ser este o momento em que o jurado realizaria sua avaliação do primeiro piquete a desfilar e enquanto este desfilasse (20 minutos), estaria avaliando o segundo e assim sucessivamente, mas certamente não teríamos uma parada provocada pela necessidade de avaliação. 

Claro que nossa idéia é possibilitar que o desfile venha a fluir sem interrupções, o que traria como conseqüência uma harmonia maior, facilitando o trabalho daqueles que coordenam a execução do tema por parte dos piquetes e tornando-se menos cansativo para quem assiste.

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19 de ago. de 2011

Buscando Rumos: Semana Farroupilha 2011


Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Estamos praticamente no final do mês de agosto e com ele, fica reduzido o tempo de espera de todos os tradicionalistas pela festa máxima deste segmento cultural. A Semana Farroupilha, tendo seu ápice no desfile de cavalarianos, pode ser considerado como a maior expressão cultural do nosso município, superando, no meu entendimento, a Comparsa e o Carnaval. 

A Comparsa, com toda a sua capacidade de revelar nomes, o que tem se verificado desde as primeiras edições, fato este que pode ser corroborado em vários momentos e eventos do ramo, em que dificilmente algum nome do nativismo que venha a ocupar um palco, já não tenha passado pelo nosso festival, e não raramente, não tenha tido seu berço artístico aqui em Pinheiro Machado, está inserida em outro grande evento, o que não tira o seu brilho, mas torna-se um diferencial em relação aos demais eventos. 

O Carnaval, todos nós sabemos de sua importância e sua representatividade no contexto cultural de Pinheiro Machado, vem evoluindo ano a ano, embora com todas as dificuldades típicas de municípios que não dispõe de grandes recursos financeiros e por conseqüência, com agremiações empobrecidas e dependentes de promoções, doações e principalmente da ajuda pública para organizar e realizar o que fora planejado. 

A Semana Farroupilha, que na avaliação de um amigo precisa ser preservada de modernismos, e que tem durante seu desenrolar atividades culturais na sede do CCTG Lila Alves, tem revelado o engajamento da juventude no movimento, senão, basta verificar a quantidade de grupos de danças hoje existente em Pinheiro Machado, alguns com premiações em centros maiores e outros até mesmo em condições de competir. 

Não bastasse isso, temos um desfile de cavalarianos em que se busca preservar a nossa cultura e nossa arte, primando pela máxima fidelidade possível àquilo que era feito pelos nossos antepassados, aproximando ao máximo aos meios disponíveis na época, razão pela qual não é permitido o uso de veículos mecanizados, cordas de outros materiais que não seja couro, etc. Nosso desfile de cavalarianos tem sido um referencial para todos nos envolvidos no tradicionalismo pinheirense e, para mim em particular, motivo de orgulho e alegria, pois sem qualquer demérito a qualquer outro município, não vejo o ato de incentivar o número de cavalarianos em detrimento a fidelidade cultural, como melhor forma de se realizar um grande desfile. 

No último desfile os organizadores do evento resolveram estabelecer um tempo limite para cada piquete desenvolver o seu tema, vinte minutos, a partir dos quais passariam a perder pontos, e que eu lembre, não aconteceu, mas poderá acontecer dos jurados mandarem parar o piquete para analisar pilchas e aperos, o que fatalmente trará conseqüências, senão ao piquete, para o público que fica a aguardar o desenrolar o tema. 

Algo para refletir? Talvez. Na próxima postagem abordaremos melhor este assunto, inclusive citando opiniões de pessoas diretamente envolvidas com os Piquetes.


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4 de ago. de 2011

Buscando Rumos: Lobos, falsos cordeiros

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Não é de hoje que escutamos falar em corrupção nas mais diversas esferas governamentais, sempre com mais divulgação quando envolve o governo federal, mas por vezes relacionando os Estados e os Municípios. Ultimamente o Ministério dos Transportes tem sido objeto de vária acusações de irregularidades, corrupção em todos os níveis daquele Ministério. De pronto, a Presidente Dilma Roussef tomou decisões severas, com diversas demissões. 

Quando parece que o vendaval passou, surgem acusações contra o Ministério da Agricultura e até mesmo contra militares do Exército. A nossa Presidente parece preocupada em fazer uma verdadeira faxina nas células podres do Governo Federal, afastando pessoas ainda que meramente relacionadas com a corrupção, não permitindo que este mal prolifere no governo, destruindo seu governo que está começando. Atitude louvável, digna, e, acredito que tenha aprovação absoluta da população brasileira, no entanto, várias noticias dão conta de que partidos políticos da “base de governo” ameaçam promover a “ingovernabilidade”, retirando apoio a Presidência, adotando medidas políticas que viriam a prejudicar as ações da nossa Presidente. 

Pouco ou quase nada entendo de “base governista”, de “apoio absoluto”, enfim de ações que me parecem muito mais buscarem atender interesses particulares, do que permitir que os governos pratiquem atos que favoreçam a população ou mesmo permitam ao governo agir de forma prudente e eficaz. Fico meio perdido quando ouço que este ou aquele partido está ameaçando o Governo de abandoná-lo se continuar com as demissões no Ministério dos Transportes. Será que estou entendendo bem, ou eles querem que a Presidente Dilma permita e conviva com a corrupção? Isto é o que está dando a entender. 

A nós aqui, meros contribuintes, insignificantes perante o governo federal no âmbito das prioridades, resta rogar que a Presidente Dilma não vacile não se deixe amedrontar; não permita que esta pouca vergonha continue; mantenha-se firme no seu propósito de afastar do Governo suspeitos de envolvimento com corrupção, e nada, absolutamente nada, partido algum será capaz de enfraquecê-la, de amedrontá-la, pois haverá de contar com o apoio da nação brasileira, ao passo que aqueles que tentam manipular as ações da Presidente haverão de ser analisados e avaliados nas próximas eleições. 

Finalizando, acho que todos os brasileiros deveriam enviar mensagens a Presidência da República, não aos partidos que formam a base aliada (aliada?), mas ao Gabinete da Presidência, manifestando todo o apoio a Presidente e nosso desejo incontestável de que se mantenha firme em suas decisões, que mande para longe do Planalto os verdadeiros lobos disfarçados de cordeiros, que venha a varrer do planalto esse lixo e não para baixo do tapete, permitindo-lhes assumir novos cargos em instituições governamentais.


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27 de jul. de 2011

Buscando Rumos: Intolerância

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Estará Deus se ausentando dos homens? Ou estes estão se distanciando de Deus? Parece clara a resposta, parece inquestionável que os homens estão esquecendo os ensinamentos do Cristo, entre tantos, o Sermão da Montanha. A cada dia os homens praticam atos que parecem evidenciar esta afirmativa. 

O homem está esquecendo-se de Deus. Pratica atos verdadeiramente inaceitáveis, tornando-se menos racionais que os próprios animais, cujo comportamento pode servir de exemplo para todos nós. Não ouvimos noticia de que um macaco tenha matado outro macaco para roubar, para defender sua ideologia, para sustentar sua opinião contrária a determinados grupos, ou estou enganado? 

Já foi afirmado que “a intolerância é o braço armado do fanatismo”, e o que vimos nos últimos dias vem corroborar esta afirmativa. A existência de grupos com as mais diversas classificações ou autodenominações tem levado a verdadeiras barbáries, verdadeiras monstruosidades, sempre se valendo de elementos que impossibilitam a defesa das vitimas, quer pela surpresa, quer pelo desproporcional numero de pessoas, em que os agressores, além de armados, em úmero maior, não permitem aos agredidos sequer fugirem do ataque. 

Assistimos diariamente nos meios de comunicação notícias que revelam o assustador crescimento da intolerância, da covardia e, essencialmente da impunidade. Por alegadas razões raciais, religiosas, sexualidade e até mesmo posição social, grupos de verdadeiros marginais passam a agredir pessoas inocentes e desavisadas, e não raramente, levando-as a morte. É o homem das cavernas voltando? Não! 

Ao que se sabe, o homem das cavernas não agredia gratuitamente; não defendia a existência de uma raça soberana ou atribuía a determinados grupos o rótulo de “maus ou futuros destruidores da humanidade”. É, sim, o homem dito moderno; é o homem da era da informática, valendo-se desta inclusive para arregimentar outros de nenhuma fé, de espírito inferior, com o objetivo de destruir, derramar sangue, tudo em nome de uma causa que ninguém mais aceita. 

Chegará um momento em que será necessário colocar um basta nesta situação, não será mais possível conviver com este tipo de comportamento, será preciso adotar medidas drásticas, punições severas ou a sociedade estará fadada a viver para sempre como tem sido nos últimos tempos: os intolerantes, assassinos e outros tantos marginais amedrontando e atacando diariamente e as famílias, os homens de bem enjaulados em suas residências e ainda assim, vulneráveis e sujeitos a se tornarem vitimas a qualquer momento.

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21 de jun. de 2011

Buscando Rumos: Tribuna Livre

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

As opções nos programas de televisão durante toda a semana são bastante limitadas, mas quando chega segunda-feira fica pior ainda. Nesta segunda decidi por assistir o programa Tribuna Livre (Rede Vida de Televisão), oportunidade e que estava sendo entrevistado um professor universitário e palestrante, cujo nome não me recordo. Já nas primeiras perguntas formuladas pelos apresentadores, simpatizei com o entrevistado e pareceu-me tratar-se de uma pessoa muito acostumada a falar à assistência numerosa. Sua forma convicta de expressar pensamentos, o alavancamento de suas opiniões em fatos reais, a objetividade em detrimento a suposições acabaram por prender minha atenção. 

Em determinado momento da entrevista foi-lhe questionado que, sendo a vida uma sucessão de etapas, como seria possível estabelecer prioridades, no que o entrevistado foi taxativo e em momento algum titubeou para responder: É certo que a vida é uma sucessão de etapas, e não há como priorizar uma em relação às demais, porém, é preciso sim, aprender a selecionar essas etapas e aprender a eliminar aquelas que só nos causam transtornos, que nos tiram o sono, que vão dormir conosco na nossa cama e parecem fixar residência em nosso subconsciente e que na verdade, não tem tanta importância assim. 

Para exemplificar o que acabara de dizer, o entrevistado menciona a situação em que você é vitima de uma injustiça, de uma calunia, enfim, de uma inverdade e você fica se remoendo, gastando seu tempo, suas energias, pensando em como vai desmentir, como vai provar que não é verdade aquilo que foi dito a seu respeito, quando o melhor a fazer é preparar-se para esquecer, é dimensionar se o autor das inverdades é merecedor de alguma consideração, se a situação do seu agressor não é meramente uma forma de agredir por agredir, não busca simplesmente ofuscar o seu brilho e, principalmente, é preciso que você tenha a certeza de que a verdade sempre se revelará, poderá até tardar um pouco, mas fatalmente se revelará. 

Nesta mesma oportunidade e falando ainda sobre o mesmo assunto, o entrevistado evidencia que você, fazendo isso, procurando esquecer as calunias, as inverdades, não se atormentando com isso, estará selecionando o seu tempo e disponibilizando mais espaço para realizar outras atividades bem mais importantes, passando a descrever métodos de seleção de tempo e não de prioridades. 

Pena que não tenhamos condições o suficiente para poder trazer de São Paulo um palestrante de tanta competência e palavras fáceis, conhecimento acentuado e experiência incontestável. Não tenho idéia de qual seria o valor de uma palestra com um homem destes, ex-padre e professor universitário, que apesar de jovem, parece armazenar uma sabedoria muito grande e com uma facilidade enorme para se comunicar. 

Quem sabe um dia tenhamos esta possibilidade e possamos aprender um pouco a administrar o nosso tempo, pois, segundo o mesmo palestrante, é esta a grande dificuldade dos tempos modernos: administrar o tempo, sabendo dar importância tão somente àquilo que realmente tem importância e não a fatos que, se analisados friamente, não são capazes de alterar em nada o nosso presente ou futuro.


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9 de jun. de 2011

Buscando Rumos: O lenhador e a moto-serra


Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Final de tarde, um trabalhador, desses que busca o sustento da família com atividades que iniciam antes mesmo de clarear o dia e que se estende até chegar a noite, carroceiro, vendedor de lenha e certamente lenhador por necessidade, chega em casa e se depara com um “folgado”, furtando todos os seus pertences, em especial objetos de trabalho. Aquele homem simples, que faz do trabalho honesto sua forma de vida, que possui, não uma casa, mas um pouco mais que um barraco, parece não acreditar no que está vendo: como poderia alguém pensar em furtar o “quase nada” que possuía? Era, no mínimo, revoltante. 

Levado pelo instinto de sobrevivência, pela necessidade de defender seus utensílios de trabalho e fonte de renda e sustento, resolve que não poderia deixar passar impune optando por prender o ladrão e levá-lo a uma delegacia de policia próxima. Auxiliado pelos moradores da região amarra o gatuno com uma corda, prende-o a carroça com a qual ganha a vida e se dirige ao órgão policial. Por três vezes o autor do furto consegue se desvencilhar da corda e obtém a liberdade, porém, é novamente preso pelos populares e segue em direção a Delegacia. 

Em determinado ponto do trajeto, surge uma viatura da Policia Militar, que interrompendo a trajetória, conduz o acusado até a Delegacia para registro de ocorrência e inicio da ação de policia - judiciária. A vitima, o trabalhador, o lenhador, evidentemente tem que apresentar a sua versão, narrar os acontecimentos da sua ótica, enfim, colocar elementos aos policiais, quer civis, como militares, para que possam dar prosseguimento ao seu trabalho. 

É nesse momento que a legislação brasileira apresenta todo o seu potencial. É nesse momento que fica mais evidenciada a inversão de valores pela legislação atual, senão, vejamos: 

1º - O autor da invasão ao domicilio do lenhador e autor também da tentativa de furto trata-se de um elemento primário, dependente químico, e que já tem sua vida destruída pelas drogas; 
2º - O furto não foi concretizado e não houve ameaça a integridade física dos moradores da casa; 
3º - Como poderia um lenhador, um homem pobre, que busca o sustento da família com a venda de lenha queixar-se que alguém invadira sua casa e tentara furtar seus objetos de trabalho se ele, o lenhador, não passava de um “ilegal”, um “infrator da lei”? 

Claro, entre os objetos que o autor tentara furtar havia uma moto-serra. Não precisa dizer mais nada, não é? O lenhador será processado por crime ambiental, teve seu meio de sustento (moto-serra) apreendido e ainda viu aquele que invadiu sua casa ser liberado e sair sorrindo de dentro da Delegacia de Polícia. 

Este fato é real e foi noticiado por vários jornais da capital gaúcha. O que podem fazer policiais civis, militares, poder judiciário, enfim, quem quer que seja, se a nossa legislação é assim? Se está previsto na lei, não cabe aos órgãos policiais ou judiciais desconsiderar ou desrespeitar, porém, entendo que seria necessário que houvesse uma ampla divulgação disto, para que a população, em sua grande maioria, não continuasse a pensar: “Que adianta prender, se não ficam preso?”

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31 de mai. de 2011

Buscando Rumos: O 2º semestre promete!

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Estamos entrando no segundo semestre de 2011 e muitas coisas podem se alterar na nossa querida Pinheiro Machado neste período. Os noticiários nos dão conta de que o Governo do Estado, dentro de um rol de obras que foram previamente selecionadas para ter continuidade, inseriu o asfaltamento da RS 608 que liga-nos a Pedras Altas, o que merece toda a nossa torcida e esperança, na medida em que esta rodovia é um sonho antigo dos moradores de ambos os municípios. 

A obra mencionada tem, por muitos, seu valor e importância questionado, na medida em que mencionam e enumeram ouras tantas em que a produção agrícola é bem mais significativa, acarretando um movimento bem maior de veículos de transporte, as quais não sei se foram incluídas naquelas que terão continuidade e previsão de conclusão, porém, é preciso salientar que a 608 tem sua importância em tantos aspectos, que tentar desconsiderá-la em favor de outros municípios aproxima-se muito do bairrismo. 

A rodovia 608, indiscutivelmente trará desenvolvimento para a região, incentivando a produção, facilitando o escoamento da agricultura e pecuária, e um fator relevante é o turismo, que facilitará a visitação ao Castelo de Pedras Altas, importante ponto turístico não daquele município, mas da região. 

Outra informação importante para nós pinheirenses e que tem tomado ares de novela mexicana, a exemplo da rodovia 608, é a instalação de uma rádio em nossa cidade. Este meio de comunicação, que em um momento já contou com quatro ou cinco unidades, hoje não dispõe de nenhum, e sua falta é sentida por todos, pois já ficou evidenciada a importância de uma rádio na cidade, o seu papel preponderante, as inúmeras oportunidades em que prestaram esclarecimentos e até socorro a morador necessitados. 

A informação que temos é de que pequenos detalhes separam Pinheiro Machado de sua primeira rádio comunitária devidamente credenciada, liberada e licenciada pelo Ministério das Comunicações e ao contrário de oportunidades anteriores, deverá ter o respaldo da Anatel, com uma efetiva orientação e apoio na solução dos problemas. A rádio comunitária que deverá ter sua instalação efetivada em pouco tempo, receberá a designação de Rádio Comunitária “Nossa Terra” e, segundo um dos diretores, a principal preocupação, além de fiel cumprimento das exigências legais, será de que não hajam envolvimentos político-partidários e que todos aqueles que venham atuar na rádio tenham sempre em mente que deverão atuar como integrantes da comunidade, esquecendo completamente suas tendências e preferências políticas, o que, me parece, seja um grande passo para que tudo dê certo, pois quando se defende uma bandeira, definitivamente se coloca em posição contrária a outras. 

Com relação às duas colocações, resta-nos torcer, pensar positivo e não perder a esperança de que realmente acontecerão. É esperar e ver.

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23 de mai. de 2011

Buscando Rumos: Princípio da moralidade, isso existe?


Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Pois é meu amigo, se você há quatro anos tinha uma casa e um carro (pode ser 1964) e quatro anos depois tem vinte casas e vinte carros (pode ser todos 1964) ainda que você tenha doutorado em determinada área, que preste assessoria por todo este Brasilzão, seguramente você será investigado, terá sua vida varrida, seus telefones grampeados, pois não há duvidas de que existem fortes indícios de “enriquecimento ilícito”. 

Esta regra vale para “todos os brasileiros”, eis que a nossa legislação prega que todos são iguais perante a Lei? Suponhamos agora, um Presidente de Legislativo, de qualquer Legislativo deste País, que realize um almoço ou jantar, pouco importa, mas que acolhe seus convidados pessoais, sendo que tal “festinha” custa mais de vinte mil reais e o pagamento das despesas é efetuado com o dinheiro da Instituição Legislativa, e posteriormente, depois da despesa feita e saldada a divida com dinheiro público, tal político informa formalmente que efetuará o ressarcimento ao órgão público, dos valores gastos. 

Não se pode admitir que esse legislador, Presidente de uma instituição que representa o povo, possa pensar que todos nós somos idiotas (porque realmente o são aqueles que o elegem há tanto tempo), pois o fato de devolver o dinheiro não anula a ilicitude do seu ato, não torna legal o pagamento que já efetuou com o dinheiro que não lhe pertencia, portanto, deveria ser severamente punido, não só com a perda da função de presidente, como de seu mandato político, só assim teríamos um País respeitado e respeitador. 

Esta colocação, tão somente ilustrativa, ocorreu no nosso Legislativo Federal, segundo publicou o jornal Zero Hora. É obvio que sou ignorante no assunto, que não tenho conhecimentos jurídicos suficientes para falar em questões que envolvam a aplicação da legislação vigente, em qualquer de suas áreas, sendo tão somente um mero curioso e leitor de alguns autores, estes sim, renomados juristas, porém, sempre me foi dito que existe uma linha muito tênue que divide o certo do errado, o legal do ilegal, especialmente no gerenciamento da coisa pública. Existem ações que podem estar absolutamente revestidas da legalidade, isto é, são compatíveis e satisfazem plenamente as exigências da Lei, mas que atentam frontalmente ao principio da moralidade: podem até ser legais, mas são imorais, e desta forma, devem ser combatidas e banidas dos caminhos brasileiros de administração pública. 

Entendo que um dos princípios constitucionais de maior relevância, de inegável importância, é este da Moralidade, mas que é tão subjetivo quanto de difícil percepção, sendo preciso analisar cuidadosamente cada caso, cada ato, cada providencia e possivelmente será detectado um atropelo, uma violação à moralidade. Quem pode, sem sombra de dúvidas, no caso dos municípios, fazer valer o principio da moralidade, é o Ministério Público, a Promotoria de Justiça, tendo por base principal, a ação fiscalizadora do Poder Legislativo, defendendo o povo de casos que, escondidos em uma aparente legalidade, burlam ou, na cara dura, ignoram os princípios constitucionais.

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15 de mai. de 2011

Buscando Rumos: Teremos futuro?

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Tornamos-nos repetitivos, enfadonhos, chatos (porque não dizer assim), mas quando as coisas acontecem e parecem que não tiveram a menor importância é porque precisam ser, urgentemente, combatidas e comentadas, caso não esteja ao nosso alcance modificá-las. Repetem-se as cenas de agressões gratuitas e brutais contra pessoas indefesas por parte de grupos de jovens, adolescentes (os já famosos: “di menor”), desta vez em Santa Catarina, e ao que tudo indica, não trará reflexo algum no Congresso Nacional para que haja uma alteração substancial na legislação vigente e que estes verdadeiros assassinos não continuem sendo penalizados por no máximo três anos e se tornem primários ao término deste tempo. 

Está se tornando rotina nos grandes centros, câmaras de segurança flagrarem agressões de grupos de jovens, normalmente contra outros jovens em saídas de festas, e normalmente fica-se sabendo, posteriormente, que os motivos eram fúteis, praticamente descabidos e, seguramente, injustificáveis em face de tanta violência, que inclusive tem culminado em morte e ficam os pais, tanto de vitima, como de agressores, sem compreender tamanha brutalidade. 

Nas escolas parece que as coisas estão fugindo do controle e vemos alguns pais até mesmo aprovando a atitude agressiva de seus filhos diante de seus professores, culpam os educadores pela absoluta falta de respeito de seus filhos e acham que a escola e o Estado é que são os verdadeiros responsáveis. Claro, existem aqueles pais que são conscientes de suas responsabilidades e de suas atribuições como educadores e buscam a solução do problema, alternativas, causas e efeitos, mas não alcançam um apoio incondicional às atitudes dos filhos. 

Vemos que um rapaz foi flagrado em Porto Alegre com um revolver cal. 22, municiado, isto é, com munição (balas) no tambor do revólver, escondido dentro do casaco, no interior da escola, levando medo a todos os estudantes daquele educandário. Não sei se teria, mas acredito que tenha muito a ver, a violência juvenil que impera nos grandes centros, com consumo de drogas e álcool. Se, pais, familiares em geral, governantes, entidades direcionadas já temiam pelo pior em razão da expansão do uso do “crack”, agora os motivos estão bem mais complicados e impossível de prever as conseqüências imediatas ou em longo prazo: surge (inclusive no Rio Grande do Sul- ZH de 13/05/2011- pgs 4 e 5) uma droga muito mais letal que o crack: o "óxi" (oxidado) e que se trata basicamente de um “crack” de menor custo, mais agressivo, enfim, mais mortal. 

Está sendo substituída a mistura na cocaína, que para fabricar o “crack” era feita com bicarbonato de sódio e amoníaco e para fabricar o “óxi”, estão usando a cal virgem e gasolina ou querosene. Os efeitos corrosivos desta droga são mortais em muito pouco tempo, tendo como consequências, desde a perda de dentes até a destruição de pulmões, fígado e rins.

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7 de mai. de 2011

Buscando Rumos: Câmara de Vereadores

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Na ultima terça-feira, 03 de maio, a convite do Legislativo Municipal, estive naquela Casa Legislativa para compartilhar com os participantes do evento, alguns conhecimentos que obtive pelas pesquisas realizadas a respeito da história do nosso município. Não sou um grande estudioso do assunto, tenho buscado simplesmente conhecer um pouco da história desta terra que me adotou como filho, eis que me estabeleci em Pinheiro Machado em 1976. 

A forma carinhosa com que fui tratado por todos no Legislativo Municipal colocou-me completamente à vontade e convicto de que todos entenderiam que não seria capaz de realizar uma palestra como pretendiam os organizadores, mas tão somente compartilhar alguns conhecimentos. Creio que nada de novo apresentei, que fui repetitivo naquilo que verdadeiros palestrantes já colocaram, não só na Câmara Municipal como também em outros eventos, mas, pela forma educada com que todos se mantiveram, considerei que os objetivos foram alcançados, especialmente para mim, dentro daquilo que me propus. 

O evento comemorativo ao aniversário do município organizado pela Câmara de Vereadores, por sua pluralidade, com apresentações artísticas, fugiu da mesmice que muitas vezes ocorre em atividades desta natureza, o que me parece ser indiscutível, na medida em que houve a participação efetiva de vários segmentos da comunidade, e isto, solidifica, fortalece e torna-se benéfico a todos, na medida em que movimentos artísticos e culturais, coletivos ou individuais, obtêm o reconhecimento de todos, em especial do Poder Público. 

Resta-me, portanto, agradecer sinceramente ao presidente Jackson Cabral, vereadores, funcionários do Legislativo e a parcela da comunidade presente naquele evento. Aos primeiros pela confiança em mim depositada e aos demais, pelo carinho e compreensão das minhas limitações, devendo aqui, efetuar um registro e um reconhecimento especial ao Lions Club Pinheiro Machado, que alterou sua reunião mensal, a transferiu para as dependências da Câmara, visando acompanhar as atividades, inserindo neste ato minha participação, assim como aos Maçons da Loja Simbólica Luz e Ordem II Nº 16, desta cidade, em considerável numero presente no evento. 

Mudando o rumo, sempre é bom lembrar que existe um ser no mundo que é imortal e que muitas vezes, presente, não lhe damos o devido valor e quando a perdemos, daríamos a vida para tê-la de volta. A quem, quando crianças, julgamos ultrapassada, “quadrada”, antiquada e que não raramente acusamos de atrapalhar nossas vidas, mas que, quando mais velhos, entendemos que sempre esteve coberta de razão e sabedoria. A este ser, expressão única do verdadeiro amor, quero externar todo o meu respeito e o meu carinho. 

A todas as mães,os meus cumprimentos pelo Dia das Mães, porém com a certeza de que todos os dias são dias de vocês. Infeliz do homem que se julga capaz de desconsiderar sua mãe, certamente está condenado a viver triste e ainda assim terá um coração e um pensamento a rogar por ele, pois ainda que sejamos capazes de esquecer, ou tentar esquecer, elas, as Mães, não esquecem e não deixam de amar jamais.


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2 de mai. de 2011

Buscando Rumos: Que semana!

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

Que semana diferente esta que passou! O Rio Grande perde um dos seus grandes nomes da musica nativista: Rui Biriva. Para quem conheceu Rui Biriva, sabe que estamos falamos de um ser humano maravilhoso, cheio de alegria, de uma capacidade de divertir e de não se deixar contagiar pelos problemas do dia a dia. Biriva certamente tinha o seu publico especifico, tinha aqueles que não deixavam de comprar um só de seus trabalhos, como certamente, como todo o cantor, tinha aqueles que simplesmente não o admiravam como artista, mas acredito que as pessoas que com ele conviveram, não havia quem não o admirasse como pessoa.  

Tivemos ainda que ligar e desligar a televisão por não suportar mais ouvir falar em “Casamento Real”; o Grêmio me perde para o Unversidad e o Inter, só empata com o Peñarol; Carlos Alberto volta ao convívio daquilo que gosta, isto é, o mundo carioca, e fica uma pergunta: quem perde mais, o Grêmio que dispensa o talento de um jogador como Carlos Alberto ou ele, que parece não ter sabido valorizar e defender com dignidade a grandeza do clube gaúcho? 

O Grenal termina empatado e dá Inter, nos pênaltis, o que parece indicar claramente que estão equiparados, isto é, ambos são ruim demais e terão sérios problemas para prosseguir na Libertadores e senão reforçarem seus plantéis, farão muito feio do Brasileirão. 

Na esfera política, houve um racha na coligação que exerce o governo municipal desde as ultimas eleições, o que fará com que o Executivo Municipal passe a contar com somente um aliado na Câmara Municipal, mas que, no meu simples entendimento, não deve ser fator preponderante para aprovação de projetos de interesse do município, afinal, o que deve ser considerado são os interesses da população e de Pinheiro Machado e não interesses partidários ou de políticos individualmente, ou estou enganado? 

Secretários foram ou serão substituídos, outros assumem causando grande alvoroço e comentários.

A estiagem deu uma trégua e a chuva voltou a cair com mais freqüência, para alivio dos produtores rurais e também dos moradores da cidade e para arrematar, noticia-se que está morto Osama Bin Laden, com direito a pronunciamento oficial do Presidente Americano Barack Obama, sendo que Bin Laden era procurado desde aquele terrível 11 de Setembro.

Que semana!


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16 de abr. de 2011

Buscando Rumos: Tolerância zero

Por Luiz Henrique Chagas da Silva

O Brasil todo está enlutado pelo triste episódio ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro, pois o que parecia que só acontecia nos Estados Unidos tornou-se uma realidade para nós, brasileiros. Neste momento de dor, revolta, lamentações, enfim, em que de alguma forma todos os brasileiros estão sofrendo, os nossos nobres legisladores e membros do alto governo decidem que é hora de ser realizado um plebiscito para definir se o povo quer ou não o desarmamento. 

Se é favorável ou não, que se proceda ao desarmamento geral de toda a população (toda a população?); irão desarmar a quem? Isto já foi tentado, já foi realizado, inclusive indenizando as pessoas (de bem) que abriam mão de suas armas. Resolveu alguma coisa? Diminuíram os índices de criminalidade? Evitou verdadeiros massacres? Mas voltam com a mesma vacina para uma enfermidade social cujos afetados são cada dia maiores. 

Seguramente, muitos dirão que este não é um problema exclusivamente brasileiro, que muitos países estão passando pelos mesmos problemas e que foram capazes de combater a criminalidade, no entanto, muito se fala e teve repercussão internacional o procedimento denominado “tolerância zero”, enquanto aqui, é “tolerância total”. 

Os meios de comunicação têm revelado com freqüência a situação assustadora da região denominada como “crakolandia”, onde o tráfico e consumo de drogas é feito abertamente, na via publica, aos olhos de todos os responsáveis pela segurança, pela fiscalização do cumprimento da lei e, parece, nada é feito, não se desenvolve uma política de atendimento ou mesmo repressão aos crimes ali praticados. 

A nossa querida Pinheiro Machado, ao que se saiba, não tem ainda focos de grande traficantes, mas são das pequenas sementes que surgem as grandes árvores e o poder público, Polícia Civil, Brigada Militar, Ministério Público e Juiz de Direito, parecem corroborar este pensamento, na medida em que tem realizado operações e logrado êxito na prisão de ditos “pequenos traficantes”. 

Se de um lado os órgãos policiais investigam e prendem, de outro, o Ministério Público e o Juiz, obviamente, sempre ao amparo da lei, tem homologado estas prisões e retirado do convívio social aqueles que vinham lucrando com a venda de drogas em nossa cidade, alheios ao mal que estavam fazendo e a destruição que estavam semeando. A ação policial, quer civil, como dos policiais militares é sempre muito complicada e difícil, face aos diversos crimes que são praticados nas comunidades, no entanto, embora não esteja autorizado pelos dirigentes das polícias de Pinheiro Machado, entendo que é necessário uma efetiva participação da sociedade, lesados ou não, vitimas ou não. 

É preciso que um número elevado pessoas tornem-se colaboradores e que, mesmo que anonimamente, denunciem a prática de crimes, em especial o tráfico de drogas, a venda de drogas, por menor que sejam as quantidades vendidas e não importando quem sejam os envolvidos e assim, e acho que só assim, possibilitaremos que nossas forças públicas obtenham sempre sucesso e os destruidores de vidas sejam responsabilizados a luz da legislação. 

Para meditar: "A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo - Anaïs Nin
 

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