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14 de mai. de 2010

Esqueceram de mim

Foto: Tiago Fagundes
Nos últimos meses, muito se cobrou da administração municipal sobre a limpeza das vias urbanas da cidade. Sem receber a devida atenção por um longo período, muitas ruas acabaram ficando com a vegetação tendo seu crescimento em demasia.

Entretanto, em um trabalho começado no mês de janeiro, alguns dias antes da Feovelha, a grande maioria das ruas, pelo menos na área mais central da cidade, recebeu a limpeza. Talvez muitos critiquem pela demora, já que em alguns locais onde o serviço foi realizado em janeiro, está praticamente na hora de fazê-lo novamente. Outros podem dizer que esta manutenção nada mais é do que uma obrigação da administração.

De qualquer forma, o serviço foi ou vem sendo realizado.

Mas para quem passa na Rua Dr Barcellos, próximo a esquina com a Av. Gervásio Tavares, esse pequeno "matinho" chama a atenção.

Como se trata de uma rua que dá acesso ao centro da cidade para uma grande parte dos moradores e também dos visitantes da cidade, bem que alguém da prefeitura poderia dar uma passadinha pelo local e fazer a limpeza, já que o restante da quadra está relativamente limpo.

Não seriam necessários mais do que dez minutos para isso.

1 de mai. de 2010

Banheiro público

No final do ano que passou, o assunto sobre a construção do banheiro público e também de um possível calçadão gerou polêmica na cidade, uma vez que muitos discordavam dos possíveis locais para a construção ou instalação de ambos.

Mas depois da virada do ano, curiosamente, não se ouviu mais falar, por parte das autoridades locais, sobre tais obras.

Entretanto, neste sábado, na edição do jornal A 1ª Folha, a pinheirense Inês Sousa, em sua coluna Nos Bastidores das Cacimbinhas, fala sobre o possível local onde deverá ser instalado o banheiro.

Segundo a colunista, o banheiro deverá ser finalmente instalado onde funciona atualmente o Conselho Tutelar, que passaria por sua vez para um prédio alugado pela Prefeitura, na antiga sede da agência local do Sicredi.

Se realmente esta for a intenção do executivo, quem não deverá ficar muito contente com a decisão será o presidente do legislativo, Ronaldo Madruga (PP).

Em 2009, quando a possibilidade foi cogitada, o edil mostrou insatisfação com a escolha, já que quando foi presidente do Conselho, Madruga foi quem mais batalhou pela reforma do prédio em questão, buscando inclusive investimento privado para a obra.

Se este for o caminho, virá mais discussão por aí.

23 de fev. de 2010

A TV que você vê

É curiosa a forma distinta como as duas emissoras que tem repetidoras em nossa região, tratando as notícias de forma local, utilizam para informar.

Na RBS/TV, sediada em Bagé e afiliada da matriz porto-alegrense, por sua vez afiliada da Rede Globo, as notícias são mais centralizadas em Bagé e Santana do Livramento. É opinião de muitos que, quando a RBS chega em cidades como Pinheiro Machado, certamente aconteceu alguma tragédia. Raramente esse pessoal passa por aqui para noticiar outro tipo de coisa, salvo em eventos de grande porte, como a Feovelha.

Entretanto, parece que esse pensamento pode estar mudando, já que ultimamente, andam sendo veiculadas matérias especiais sobre os outros municípios da região e foi colocado até um canal via internet para sugestão de pautas. Já era hora.

Já na TV Nativa, sediada em Pelotas e repetidora da Record, obviamente, a centralização de notícias é na capital do doce. Notícias de outros municípios da região são veiculadas, geralmente, se forem de interesse da prefeitura do município em questão. Sempre notícias boas, é claro. Quando algo não interessa ou vai de encontro a quem patrocina, logo vem alguém do órgão em questão dar o contraponto positivo ao fato.

O mais curioso na TV Nativa é o aparecimento quase que diário, no noticiário do meio-dia, do prefeito da cidade de Bagé. Mesmo com uma repetidora de outra emissora em sua cidade, ele aparece mais na emissora pelotense. Aliás, não só ele, mas alguns prefeitos da região. Outros, não aparecem.

Como se vê, há maneiras distintas de fazer notícia e formar opinião. Vai depender muito da cabeça de quem assiste e interpreta o que é dito.

12 de fev. de 2010

Falta bala na agulha

Em certas oportunidades, tenho a convicção de que "falta bala na agulha" para o município de Pinheiro Machado. Não sei se pela quase que nenhuma representatividade em níveis estaduais e federais, já que jamais elegemos um deputado (e acredito que jamais elegeremos) ou por algum outro motivo.

Há alguns dias, o município vizinho de Candiota noticiou a instalação de uma unidade do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na cidade. No mesmo embalo, já há alguns anos, nosso município vizinho também instalou uma unidade do Corpo de Bombeiros, tão ambicionada pelos políticos pinheirenses nos últimos anos.

Como entender a certa facilidade do município vizinho, que tem população inferior a nossa, em conseguir tais serviços, frente as dificuldades que Pinheiro Machado encontra?
Não quero dizer com isso que Candiota não mereça possuir tais serviços, longe disso. Como seria bom se todos os municípios os tivessem e, além disso, a capital do carvão tem seus méritos nestas conquistas para a sua comunidade, que também necessita destes serviços, ainda mais com o crescimento impulsionado pelas usinas.

Mesmo com os governos estaduais e federais defendendo a mesma bandeira política de nosso prefeito, já que nos últimos 10 anos passamos pelas duas situações e com partidos diferentes, infelizmente, parece que Cacimbinhas tem pouquíssima força política. E não estou falando do atual governo, já que serviços como estes são ambicionados e tentados há vários anos, porém, sem sucesso.

Aparentemente, resta-nos apenas lamentar

23 de dez. de 2009

Reflexão

Algumas autoridades pinheirenses estão precisando de um cursinho de boa educação e boas maneiras. Episódios para comprovar isso têm sobrado.

Quem sabe a magia do natal possa trazer alguns momentos de reflexão a essas poucas pessoas.
Se é que são capazes disto.

1 de dez. de 2009

O assunto da semana

O assunto da semana, sem sombra de dúvidas, é a decisão do Campeonato Brasileiro, no próximo final de semana. A polêmica do entrega/não entrega do Grêmio para dar o título ao Flamengo virou manchete em todos os lugares e assunto em todas as rodas.

Mas sinceramente: você acha que o Grêmio precisa entregar para o Flamengo? Quem acompanhou o campeonato, sabe que o tricolor ganhou apenas um jogo fora de casa, do rebaixado Náutico e empatou duas ou três partidas. De resto, perdeu todas. Mesmo que quisesse, mesmo que precisasse da vitória ou do empate diante do Flamengo para ele mesmo, Grêmio, ser campeão, o retrospecto o condenaria. Mesmo com força máxima, o Flamengo deveria ganhar.

Fora isso, vem as lamentações de colorados, são-paulinos e palmeirenses, ainda na luta pelo título, sobre o possível corpo mole. Mas porque essas equipes não ganharam seus jogos anteriormente?
Basta lembrar que o Inter perdeu para o ridículo Botafogo, em casa, a poucas rodadas. Que o São Paulo perdeu seus dois últimos jogos e que o Palmeiras, líder disparado, amargou uma série de maus resultados há poucas rodadas.

O campeonato foi fácil, tanto que apesar de todas essas lambanças, os três estão com chances na última rodada. O que faltou foi competência para estes que ambicionam o título.

Domingo sai o campeão, de um campeonato que dura oito meses. As circunstâncias podem até enganar e dizer que o campeão saiu na última rodada. Mas quem acompanha o futebol, sabe que o campeão saiu nos últimos oito meses.

8 de nov. de 2009

Vem aí o banheiro público

Parece que finalmente, depois de muitos anos, finalmente será construído em Pinheiro Machado o tal banheiro público. E segundo o espaço do vereador Jaime Lucas (PMDB) no Jornal Folha da Cidade, o dito cujo já tem até local definido para construção: o pátio da sede administrativa da Prefeitura Municipal.

Certamente, se a busca era por um lugar no centro da cidade, parece ser o lugar mais adequado. e viável. Projetos anteriores, como a utilização de um espaço na Praça Central, até mesmo subterrâneo, fariam com um dos símbolos de Pinheiro Machado o mesmo que acontece em cidades vizinhas: um local com um mau cheiro insuportável.

Claro que a escolha por outro local dificilmente irá evitar esse dano. Em cidades do nosso porte, com a nossa estrutura, talvez seja muito difícil citar uma obra deste tipo que se mantenha limpinha, cherosinha... enfim.

Mesmo assim, há muitos anos, as autoridades pinheirenses dizem ser um anseio da população a construção do tal banheiro. Será? Talvez.

De qualquer forma, uma coisa é certa: se o local for realmente esse, o banheiro ficará abaixo ou ao lado da janela do gabinete do prefeito. Nada melhor do que isso para que o local se mantenha bem conservado.

27 de set. de 2009

Lá vem o bocão...

Ultimamente, o número de veículos publicitários que se utilizam de som em Pinheiro Machado tem crescido. Tem carro, bicicleta e ao que tudo indica, uma moto dentro de alguns dias. Mas em alguns momentos, está faltando bom senso aos proprietários dos serviços.

O famoso bocão é o único meio publicitário do qual você não tem a opção de escolher se quer ou não conhecer o produto, ou seja lá o que for que se divulgue. No rádio, na tv, você tem a opção de ligar ou não o aparelho. Assiste se quiser e o que quiser. A mesma coisa serve para panfletos, jornais, revistas, enfim, você lê se quiser e o que quer. Com o bocão, não funciona assim. A não ser que você tape os ouvidos e mesmo assim, pelo volume do som usado, talvez você ainda escute.

O problema em Pinheiro Machado, geralmente, é o horário das propagandas. Não tem sábado, não tem domingo. Cada vez é mais difícil para aqueles que trabalham durante toda a semana dar uma esticadinha no sono nas manhãs do final de semana. Cedinho, o bocão já ta na rua.

Não pensem, dizendo isso, que sou contrário a esta forma de publicidade ou tenho alguma coisa contra os profissionais, que afinal de contas, tem a atividade como meio de sustentar suas famílias. Mas um pouquinho de bom senso, não faria mal a ninguém.

25 de ago. de 2009

80 dias depois...

Pois é. Tudo muito bonitinho, solenidade de entrega das viaturas, participação de autoridades do centro do país, enfim, um investimento no combate ao abigeato nunca visto na metade-sul do estado.

Entretanto, nesta segunda-feira, completaram-se 80 dias da entrega de viaturas e equipamentos, através do Pronasci, que contemplou praticamente todos, senão todos os municípios de nossa região.

Até agora, ficou só na solenidade mesmo. Os veículos continuam parados, conforme destacou a RBS TV Bagé nesta segunda. Burocracia? Questões políticas? Bom, deve haver algum motivo.

Enquanto isso...

22 de ago. de 2009

Escudo de Imunidade?

Todo dia, toda hora, o que mais se vê nos meio de comunicação, seja tv, jornal, rádio ou internet, são casos e mais casos se confirmando da Gripe H1N1. Hora são suspeitas, hora são casos confirmados e outras vezes, infelizmente, mortes, como a primeira atestada no município vizinho de Pelotas nesta semana.

Mas e em Pinheiro Machado? Não há nenhum caso, nenhuma suspeita, absolutamente nada? Tá certo que o pessoal na cidade parece meio descrente em relação ao vírus. Todos querem festas, eventos, enfim, o pessoal aqui não parece estar tão preocupado com o vírus. Mas que em todo esse tempo é estranho não ter se divulgado oficialmente um único caso sequer, até mesmo de suspeita, isso é. Ou não é? Será que nós somos realmente imunes ao vírus?

Imunes ou não, é bom redobrar os cuidados. Segundo as autoridades competentes, mesmo com noticiários que mostram que os casos possam estar diminuindo no Brasil, a semana que está por entrar deve ser “a mais perigosa” para os habitantes de nossa região.

Todo cuidado é pouco. E não vale dizer que “comigo, não acontece”.

18 de ago. de 2009

Por alguns meses

No início deste mês, o governo do Estado de São Paulo resolveu colocar em prática a lei estadual que proíbe o consumo de cigarro em ambientes públicos fechados, como bares, restaurantes, enfim, como todos bem sabem.

Apesar de ter um índice de aprovação incrível para uma lei que proíbe alguma coisa (mais de 80% dos próprios fumantes aprovam a medida em SP) e não ser uma medida exclusiva dos paulistas, já que alguma outras cidades pelo Brasil tomam medidas semelhantes, não acredito muito no sucesso da lei. E o motivo é bem simples: no país da república dos interesses, muitos grandes vão sair perdendo com isso.

De uma forma ou de outra, a lei, caso se mantenha bem fiscalizada, fará com o que o consumo de cigarro diminua. E se a lei realmente pegasse, bem fiscalizada, com âmbito nacional, por exemplo, grandes empresas do ramo perderiam muito dinheiro. E no Brasil, isso não vai acontecer. É uma pena. Em um país onde a maioria das leis só serve para ferrar com a população, uma medida que colabore com a saúde das pessoas sempre é bem-vinda.

Não me levem a mal os fumantes, não sou contra o cigarro ou quem fuma. Cada um sabe o que faz de sua vida, sua saúde e seu bolso. Mas em ambientes fechados, quem está a volta dos fumantes acaba sendo mais prejudicado do que quem realmente fuma e isso, é inegável.

Enfim, é mais uma lei daquelas que serve para muita polêmica, muito alvoroço, mas que em breve deve cair no esquecimento. Basta ver o exemplo da lei que pune os motoristas pelo consumo de bebida alcoólica. Alguém ainda lembra dela?

4 de ago. de 2009

O que vale, é defender sua bandeira

De alguns dias para cá, o assunto principal dos noticiários pelo país tem sido a família Sarney, em especial, o ex-presidente da república e atual presidente do senado.

Apesar de vários escândalos e das mais variadas acusações, muitas delas provadas por gravações e depoimentos, o que se escuta daqueles que nós ajudamos a eleger, não são soluções em busca da moralização.

A coisa é bem simples: se o político é membro de partidos que apoiam o partido de José Sarney, cabe a ele defender o presidente do senado com unhas e dentes. Encontrar e tentar mostrar, de qualquer forma, que o senador e seus familiares são "íntegros". Entretanto, se o político faz parte dos partidos da oposição ao senador, o que vale é derrubar Sarney.

Não existe, praticamente, nenhum político que dê uma declaração com isenção, enxergando as coisas como nós, cidadãos brasileiros, enxergam, mesmo que na maioria das vezes, estejamos privados de ver toda a verdade. Não existe bom senso. Existe fidelidade partidária.

Na verdade, nem é preciso ir tão longe para ver algo semelhante. Mesmo em situações que não se comparam a esta, aqui mesmo na cidade, a gente vê isso seguidamente. O que vale, é defender seus aliados, mostrando que tudo que fazem está no caminho certo e atacar seus opositores, tentando provar que o que tudo que fazem está errado.

Vez que outra, surge um novo político que parece tentar mudar essa regra.
Aqueles que dão a impressão de que legislarão para o bem da comunidade, independente da cor da bandeira, de onde surgiram as propostas ou de quem terão punir, quando necessário.
Porém, logo em seguida, o sistema o "engole".

Infelizmente, funciona assim. E infelizmente, não acredito que um dia vá mudar.

27 de jul. de 2009

Final de julho chegando...

Pois é. O mês de julho vai chegando ao seu final e a tão prometida obra de pavimentação do trecho da RS 608 que liga os municípios de Pinheiro Machado e Pedras Altas, e que foi anunciada para ter início na primeira quinzena deste mês, ainda não saiu do papel e do discurso entusiasmado de alguns políticos.

Pelo menos, em relação ao trecho junto a BR 293, não havia até esse final de semana nenhuma movimentação e acredito que junto a sede do município de Pedras Altas, também não.

Como disse no plenário da Câmara pinheirense o vereador pedetista Adroaldo Azambuja (se não me engano, a declaração foi dele), só dá pra acreditar que a tal obra saia do papel quando as máquinas estiverem em ação.

22 de jun. de 2009

Ineficácia no combate ao abigeato vira manchete

O crescimento do abigeato na região, especialmente em Pinheiro Machado, foi tema de duas matérias nas últimas edições do Jornal A 1ª Folha. Na primeira delas, o policial rodoviário Magnus Miranda fala, incorformado, sobre a falta de condições de trabalho para combater o crime na região.

Magnus relata o que muitos na cidade sabem: a PRF, por exemplo, trabalha com apenas um policial por dia, já que o efetivo é reduzidíssimo e tem de ser respeitado o turno de trabalho dos policiais. Como realizar abordagens e barreiras, por exemplo, com apenas um policial?

Mas não é só na PRF que faltam policiais no município. A Brigada Militar, bem equipada neste primeiro semestre, quando chegaram veículos e equipamentos, também sofre com a falta de policiais. Certa noite dessas, um amigo meu até fez um comentário, quando disse à ele que estariam chegando veículos para o combate específico ao abigeato: "Daqui há alguns dias, vai ter um carro pra cada brigadiano em Pinheiro".

Claro que a culpa não é dos policiais, que além de receberem pouco, no caso da Brigada Militar, ainda tem de cobrir um município com mais de 2200 km² com menos de 15 homens.

Cabe ao governo agora, que equipou as cidades da região para combater o crime, tratar de destinar policiais para a cidade e região para fazerem uso dos recursos e buscar uma forma de ao menos amenizar a situação. Caso contrário, servirá apenas para engrossar aqueles encartes em época de campanha eleitoral com as benfeitorias realizadas pelos candidatos.

31 de mai. de 2009

Bombeiros em Pinheiro Machado

Foto: Ilustração
O assunto voltou a pauta dos vereadores pinheirenses na última semana, pelo menos, através da imprensa local. Os edis pinheirenses tem se empenhado em trazer para a cidade uma unidade do corpo de bombeiros.

Mas seria esta uma prioridade do município?

Claro que quando acontecem incêndios e acidentes com gravidade, pessoas treinadas para as situações, com equipamentos e veículos apropriados podem e fazem a diferença. Mas estes tipos de situações são tão raras em nossa cidade (felizmente), que fica a pergunta: será que esta seria uma prioridade? Será que não existem outras prioridades que poderiam ser atendidas antes disso e que fazem tanta falta na cidade?

Além disso, ficaria um veículo e bombeiros apenas para estas funções no município?
Tenho minhas dúvidas. Talvez fosse um desperdício, já que com certeza o veículo seria raramente utilizado e os funcionários pagos para pouco fazerem. Quem sabe, apenas para apagar queimadas durante o verão nos campos pelo interior.

E você? Qual sua opinião?

28 de mai. de 2009

De que adianta ajudar?

Em muitas oportunidades, infelizmente na maioria das vezes trágicas, já ficou provado que o brasileiro é um povo solidário. Dois exemplos bem recentes foram as enchentes em Santa Catarina e Pelotas, esta última vista mais de perto por nós, aqui do extremo sul do Brasil.

Milhares de donativos como roupas, alimentos, colchões, enfim, todo tipo de mantimento foi arrecadado. Basta uma campanha de arrecadação bem feita e divulgada, que o brasileiro se ajuda.

Mas do que adianta ajudar?

Há alguns dias, talvez meses, uma reportagem, não me recordo bem se na TV ou jornal, denunciou um local onde havia muito, mas muito destes donativos arrecadados em todo o Brasil para os atingidos em Santa Catarina, simplesmente, apodrecendo em um depósito.

Antes disto ainda, nesta mesma tragédia, foram flagrados profissionais que deveriam fazer os donativos chegarem ao seu destino, ou seja, os atingidos pela tragédia, simplesmente desviando o que foi doado para seu uso e consumo próprio.

Pois nesta semana, não é que também se noticiou que em Pelotas, a situação é bem parecida? Roupas, calçados e móveis arrecadados e que deveriam ter sido entregues as famílias carentes, estão simplesmente estocados em depósitos na cidade pela Prefeitura, a grande maioria, encharcados e mofados.

Até mesmo aqui em Pinheiro Machado já tivemos situações semelhantes, talvez não nestes mesmos termos.

Fiquei pensando em uma palavra para descrever o que pensar a respeito disso. Mas é melhor não publicar. Será que devemos deixar de auxiliar aqueles que tanto necessitam?

Claro que não!

Fazer o bem, ajudar o próximo, sobretudo àqueles que mais necessitam, nunca é demais, mesmo quando se vê coisas deste tipo, que realmente indginam a gente.

Entretanto, aí vai uma dica: quando você pensar em ajudar algum necessitado, doando o que for, procure uma família da qual você conheça a realidade, que necessite realmente e ajude-a diretamente. Faça você mesmo estes mantimentos chegarem a quem precisa.
Pelo menos você terá a certeza de que realmente ajudou alguém, ao invés de ficar apenas com esta ilusão.

19 de mai. de 2009

Complementando...

Sobre a última postagem, que fala sobre a "fama pinheirense", ilustrando a falta de um lugar para almoçar, resolvi ler alguns dos comentários na postagem do blog citado.

Algumas pessoas, que já visitaram Pinheiro Machado e comentaram no post, fortalecem essa opinião. Uma delas chega a dizer que na última vez que visitou o município, se sentiu como se estivesse em uma "cidade de faroeste".

Lamentável. Será que essa é a imagem que nossa cidade passa a maioria dos visitantes?

Apesar de gostar muito daqui, ser extremamente bairrista e tentar me convencer do contrário, depoimentos e fatos não faltam para comprovar isso.

11 de mai. de 2009

Novidade?

Na edição deste final de semana do Jornal A 1ª Folha, o Prefeito Luiz Fernando Leivas lançou uma nota, através de sua assessoria de comunicação, onde diz que a oposição tenta de todas as formas desestabilizar sua administração.

Segundo o prefeito, a quantidade de requerimentos de informações enviadas pelos vereadores da oposição é exagerada "e humanamente impossível de ser respondida". O prefeito diz ainda que o comportamento contradiz com a história do legislativo pinheirense (será?), que segundo ele, tem uma postura democrática e de contribuição com o bem comum, sendo que o PSDB estaria manchando a história do Legislativo Municipal.

O assunto tomou tanta repercussão que a oposição tentou até pedir a cassação do prefeito por não responder os requerimentos, o que seria passível segundo a legislação. Entretanto, o pedido foi derrotado em plenário por 5 votos a 3.

Realmente, um exagero, no meu ponto de vista.

Mas será que esse tipo de comportamento é tão novo assim?

Em Pinheiro Machado, exageradamente, há várias administrações, independente de qual partido esteja no poder, ser oposição virou sinônimo de criticar e tentar mostrar que todas as ações que a administração do município venha a fazer, sejam errôneas.

Oposição construtiva, que busque soluções e o bem comum do município, independente de cor partidária, é coisa rara. É melhor ser a pedra e tentar acertar a vidraça de qualquer forma.
Assim, o vereador faz a alegria daqueles que querem ver o circo pegar fogo. Parece ser mais "interessante" aparecer nas manchetes dos jornais falando aquelas pérolas que nós todos já conhecemos.

Entretanto, quando os edis estão do lado do prefeito, tudo são flores. Toda e qualquer ação do prefeito é vista com bons olhos.

Há exceções? Sim, existem. Alguns vereadores e algumas de suas ações fogem às regras.

Contudo, tem sido assim por vários e vários anos e, aparentemente, parece que vai continuar sendo.

28 de abr. de 2009

Desemprego em todos os cantos

O recente processo seletivo simplificado (nome nada simplificado) para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias realizado pela Prefeitura em Pinheiro Machado deu uma dimensão do desemprego em Pinheiro Machado.

Pouco mais de 20 vagas, para um contrato em um período curto e com um salário que gira em torno do mínimo nacional, para uma função que, embora seja totalmente digna e muito necessária, faz os profissionais enfrentarem vários tipos de dificuldade.

Mesmo assim, aproximadamente 330 pessoas se inscreveram (cerca de 2,5% da população total do município). Realmente, um número impressionante. Ainda mais se levarmos em conta que a seleção abria vagas para apenas uma área de abrangência (no caso, a saúde) e exigia apenas ensino fundamental (um erro, na minha opinião).

O resultado deve sair no final desta semana.

24 de abr. de 2009

Quando não é oito, é oitenta...

Em meados dos anos 2000, despertou-se em Pinheiro Machado um certo movimento para abertura de emissoras de rádio. Lembro que na época, houve até uma licitação para instalação de uma rádio comercial na cidade, com participação de quatro ou cinco empresas interessadas.

Lembro ainda que a Sociedade Rádio Nativa (não sei se é este exatamente o nome correto) venceu a concorrência com certa folga. Esperava-se então, que a cidade teria uma rádio forte, de qualidade, com profissionais do ramo. Espera-se até hoje.

Como a rádio comercial não saiu, começaram a surgir rádios comunitárias. Como tudo na cidade geralmente pende para o lado político, começaram a aparecer várias "emissoras", cada uma, segundo os "comentaristas políticos" da cidade, defendendo uma bandeira.

Entre alguns comunicadores e programas com boa qualidade, apareceram umas figuras... enfim. Era rádio que não acabava mais. Constantemente, a ANATEL fazia visitinhas, fechava uma, fechava outra, as mesmas abriam de novo, fechavam de novo...

Até que a maioria fechou as portas e surgiu a Cacimbinhas FM, que aparentemente, era a que estava em situação mais próxima de legalidade de funcionamento. Parecia que enfim, teríamos um veículo de comunicação funcionando por um bom tempo. Pura ilusão.

Passados aproximadamente seis meses após o fechamento da Cacimbinhas FM, por motivos que a maioria desconhece (será?), o município de Pinheiro Machado continua sem uma rádio comunitária sequer.

Nesta semana, o Jornal A 1ª Folha publicou uma matéria onde fala que o vereador Jackson Cabral (PSDB) teria realizado uma visita ao Ministério das Comunicações, em Brasília, para tratar do assunto. Segundo Cabral, o processo para funcionamento da rádio estaria apenas dependendo de uma liberação por parte do Ministro e posterior publicação no Diário Oficial.

Tomara que realmente a rádio volte a funcionar logo. Seja com profissionais de qualidade ou com aqueles que trabalham por prazer, gostando ou não da programação da rádio, comercial ou comunitária, há de se concordar que esse tipo de veículo faz muita falta para a cidade.