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4 de nov. de 2015

Pirâmide Invertida - É as pessoas mudam...

Por Nadiane Momo


Ouvimos muito esta frase: é as pessoas mudam. Ouvimos sempre com um leve tom de ironia, deboche, ou qualquer sentimento não muito positivo, como se mudar fosse um crime. É...as pessoas mudam realmente algumas para melhor outras para pior. Umas mudam apenas de ideia, outras mudam o caráter.
 

Há coisas tão normais na nossa caminhada evolutiva, mas que aos olhos de parcela da sociedade hipócrita tomam grane dimensões apenas porque não estão dentro dos paradigmas. As pessoas são julgadas porque trocam de marido/companheiro/namorado quando estão infelizes; julgadas porque trocam de emprego; julgadas porque engordam ou emagrecem ou porque cortam ou pintam o cabelo; julgadas especialmente em cidades pequenas como a nossa, porque reformam a casa ou compram um carro ou trocam o que tem por um melhor. Quanto julgamento e nenhum desses “juízes” ajudam a pagar as contas.
 

Os problemas de cada um só lhes pertencem. Cada família sabe do que abdica para poder adquirir seus bens materiais e comprar/reformar/construir, nem sempre quer dizer que se está milionário, cada um paga como pode e às vezes estas prestações são longas e pesadas para que o vizinho alheio fique observando, fazendo fofoca e julgando.
 

É as pessoas mudam! Mudam ao deixar de falar com quem ontem era melhor amigo; mudam ao ficar íntimas daquelas pessoas que até ontem tinham desprezo. Mudam os gostos musicais, o modo de olhar a vida e os objetivos de via também. Mudam a aparência e até mesmo o coração, se enrijecem, se amolecem, passam a duvidar ou acreditar em Deus, porque o grande barato de viver é estarmos abertos a mudanças. Pobre de quem não experimenta os extremos dos sentimentos, de quem não se decepciona de quem não se excita com as coisas simples da vida. Pobre de quem nunca sofreu por amor, nunca passou fome para ficar magra, nunca sonhou com um vestido na vitrine que não tinha dinheiro para comprar.
 

A vida é cheia de altos e baixos e mudanças e a estagnação é um sinal de que algo precisa acontecer de novo! Se a sua vida esta cheia de mudanças comemore, se tudo está igual lamente a estabilidade é inimiga do crescimento espiritual e interior no meu ponto de vista. Permita-se um novo olhar, permita-se apreciar uma nova música, vestir uma roupa de cor ou modelo diferente, conhecer novas pessoas. Viva o que a vida tem a oferecer, viva a diversidade, abandone aquelas molduras rígidas, esqueça a frase “Eu sou assim e pronto”, ela te revela uma pessoa pobre e ensimesmada.
 

É as pessoas mudam! Só o que esta difícil de mudar são os julgamentos não fundamentados, a preocupação com a vida alheia! Se estivermos agindo assim ou “assado” o que os demais têm que ver??!!
 

Uma coisa que eu sempre critico muito é quem critica sem embasamento. Criticar e ter uma visão sobre um assunto é bem diferente de julgar o próximo. A crítica é uma avaliação e deve ser feita quando conhecemos o assunto. Se não somos mecânicos, não podemos criticar a forma como um deles está arrumando o motor do nosso carro, agora se entendemos sobre, temos todo o direito de palpitar.
 

Outra ação extremamente baixa dos seres humanos é julgar e criticar as pessoas por situações que elas não escolheram estar. Acho normal dizermos que não gostamos do que tal autor escreveu, mas não gostamos do ponto de vista dele que ele escolheu expor. Mas agora, não gostar de tal autor porque ele é negro, gordo, aidético ou homossexual é uma ignorância sem fim. Ninguém escolhe suas características físicas ou adquiridas. Ninguém sabe o quanto aquele “gordinho” sofre ou o que levou ele a obesidade; assim estendo aos carecas, aos alcoólicos, aos portadores de alguma necessidade especial, pois são pessoas que não estão assim por que querem e sim por razões de força maior e não somos ninguém e nem melhores que eles para ofendê-los em vão. Por isso, até na ofensa temos que ter critério; Podemos xingar quando acharmos necessários as pessoas por suas atitudes e ações que comprovem falta de caráter e jamais pelas suas características de força maior.
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5 de nov. de 2011

Pirâmide Invertida: Acreditar na região

Por Nadiane Momo
Eu acredito na nossa região e você? Acredito que de alguma forma um dia Candiota, Pinheiro Machado e Hulha Negra que são nossas cidades menores, possam se tornar sustentáveis. Sustentáveis e absolutamente estáveis economicamente, capazes de oferecer qualidade de vida, bem-estar, segurança e condições adequadas de saúde e educação para todos.
Mas sei que essa crença depende de uma série de fatores e o mais importante passa pela vontade política, a vontade de fazer as coisas acontecerem. Nos últimos meses nossa região tem dado exemplos de união e força política, a começar por Candiota – a Capital Nacional do Carvão – que mobilizou não só a cidade como toda a região em prol da inserção das termoelétricas no leilão de energia. Um esforço válido e com notoriedade midiática que mostrou que nossos políticos na esfera local, regional e estadual estão mobilizados para que as usinas se viabilizem e gerem emprego e renda nas cidades que abrangem. Ainda acredito na região e o potencial carbonífero é uma das razões já que hoje em dia conta com alternativas ambientais também viáveis.
Outro exemplo foi da Câmara de Pinheiro Machado com a cassação do prefeito. Não vou discutir os méritos do Legislativo ou Executivo, mas só pelo fato do Poder Legislativo ter demarcado a sua importância e feito valer as Leis e o poder que possui foi um exemplo também com abordagem estadual que merece os aplausos da democracia.
E assim, cada cidade, recém emancipada como Candiota e Hulha ou centenária como Pinheiro Machado, vai trilhando, mesmo devagar o seu caminho para o desenvolvimento. Com pequenas ações que fazem a diferença ainda é possível tirar a região da inércia. Com atitudes empreendedoras, coletivas ou individuais podemos sim transformar o lugar que vivemos. É claro que atuar na transformação é bem mais difícil do que pensamos. É sempre mais confortável e prático migrarmos para outras cidades, abandonarmos nossos sonhos “locais” do que ir à luta. Até mesmo porque para muitos essa luta é em vão, pois onde prevalecer as bandeiras partidárias em detrimento aos benefícios coletivos, nunca haverá desenvolvimento.

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6 de set. de 2011

Pirâmide Invertida: Gosto não se discute, respeito sim!


Por Nadiane Momo

É fato que gosto não se discute. Cada pessoa tem suas preferências gastronômicas, esportivas, pessoais e também musicais. Porém, ao afirmarmos que gosto não se discute, temos que lembrar que respeito sim, ou seja, sempre que possível temos que buscar sermos respeitados em nossos gostos e também respeitar o gosto dos demais. 

Estou escrevendo sobre este assunto porque em outubro o Justin Bieber vai se apresentar em Porto Alegre e no Facebook alguns comentários me deixaram contrariada. Os usuários começaram a dizer que iam desligar a TV se o show fosse passado ao vivo. E a partir daí, outros vários comentários “detonando” o cantor teen. 

Eu na verdade não sou fã, mas também não o odeio. Não gosto de pagode, mas nem por isso chamo de: podre, lixo, porcaria. Acho que as pessoas têm que ter respeito pelo trabalho dos outros, especialmente nesta área musical, pois se eu, por exemplo, não gosto, há quem goste e por isso os grupos de pagode vendem milhões de discos todos os anos. Simplesmente eu, prefiro não escutar. 

Acho que as pessoas não podem ficar se aproveitando das redes para “detonarem” os artistas, especialmente os jovens como o Justin, o Luan Santana, entre outros. São ídolos de crianças e adolescentes e temos que respeitar sim o gosto deles. Fomos crianças um dia, que gostávamos da Xuxa, Trem da Alegria, Balão Mágico, entre outros e, tenho certeza que ficaríamos chateados com algum “adulto” debochando do nosso gosto ou do nosso ídolo. Quando somos crianças amamos um cantor ou cantora, sonhamos com ele, e nada pior que destruir sonhos infantis. 

Vejam um exemplo: nossa região tem muitos artistas nativistas e que cultuam a música tradicionalista também. Eu sou uma das que sou fã, porém, na nossa própria região há quem não goste, assim como em outros Estados. Nem por isso, saem dizendo que o Luiz Marenco ou César Oliveira & Rogério Mello são lixos, podres. Enfim, gosto é gosto, cada um ouve o que quer, mas em minha opinião de simples ouvinte, que não canta e nem toca nada, é preciso respeitar o gosto musical das pessoas, seja por rock, gospel, romântica, brega e não somos ninguém para dizer que um ou outro cantor que vende milhões de discos é “podre”. 

Não gostar, não dá a ninguém o direito de rebaixar um artista. Fiquei decepcionada de ver no próprio Facebook, alguns comentários detonando o Justin, achei uma atitude nada profissional, de quem também muitas vezes vive de música. 

Desliguem a TV, troquem de emissora de rádio quando ouvirem o que não gostam, mas respeite quem gosta. Agora mesmo estava dando na TV uma reportagem de uma fã do Justin e tudo o que tem do ídolo.

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12 de jul. de 2011

Pirâmide Invertida: O que está acontecendo com o jornalismo?


Por Nadiane Momo

Neste domingo, mais uma vez e com toda a força, a Rede Record exibiu no Domingo Espetacular, uma reportagem sobre o presidente da CBF Ricardo Teixeira. Sem medo e aplicando as nuances do jornalismo investigativo, o âncora e repórter Paulo Henrique Amorim, relembrou as denúncias de fraudes e recebimento de propinas que iniciaram na Europa, além de buscar explicar as razões pelas quais a toda poderosa Rede Globo não divulgou ainda em programas jornalísticos conceituados como o Jornal Nacional as denúncias. 

Assistir esta reportagem me despertou a indignação contra as inevitáveis relações de poder. As relações de mercado e ambição estão presentes em todos os segmentos da sociedade, mas a imprensa, por ser o quarto poder, deveria estar imune. Mas não está! Nem mesmo a grandes emissoras de TV e rádio, jornais e revistas escapam. O jornalismo ético e sério, comprometido com a verdade nua e crua vem se dissolvendo frente o desenfreado mercenarismo de seus proprietários, muitas vezes jornalistas corrompidos ou “escrevinhadores” ambiciosos. Isso tudo em nível internacional, nacional, estadual, regional... 

São poucos, porém ainda valiosos os veículos desvinculados de interesses empresariais e pessoais e estes, merecem nosso aplauso, respeito, consideração e principalmente cuidado dos restantes ainda editores heróis que em época de uma iminente desmoralização da mídia, ainda conseguem praticar o jornalismo. 

Levar informação com interesses aquém da própria informação e compromisso com o leitor/ouvinte/espectador nem deveria ser chamado de jornalismo. Vou sempre brigar pela ética, mesmo que termine miserável, pois jamais teria orgulho de eu própria ao olhar no espelho, ao saber que pratico o inverso de tudo aquilo que minha formação me ensinou. Tive uma professora (e talvez ela leia e saiba que estou falando dela) que sempre brigou por isso, deixou muitos empregos, outros a deixaram, porém, tenho certeza que ela tem honra, respeito ao que leu, estudou e praticou e tão somente por ser quem ela é, é que é um exemplo de jornalista que eu e muitos colegas sempre vamos nos espelhar. 

Essa decadência infeliz da mídia me entristece. O jornalismo ideológico vem se perdendo e poucos jornalistas ainda sabem o seu verdadeiro papel ou, se frustram frente à veículos repulsivos em nome da sobrevivência. O jornalista, aliás o jornalismo eficaz é aquele capaz de causar positivas e significativas mudanças dentro do contexto de abrangência. Exercer a denúncia, ouvir a comunidade, seus anseios, propor melhorias, criticar com sugestões e não impor ações políticas fazendo com que lideranças tenham medo de manchetes. 

E é exatamente neste cenário que se fortalecem os blogs e demais espaços virtuais. Os blogueiros como os da nossa região, na maioria pratica o repasse de informações com o intuito de informar, atrair mais acessos e até mesmo publicidade. Hoje em dia na região, os blogs do Tiago e Pablo em Pinheiro Machado e Candiota, respectivamente, tornam-se cada vez mais referência, justamente porque o internauta/leitor encontra os dois lados. Pode exercer a opinião, o debate, a crítica, e porque não, auxiliarem no desenvolvimento da sociedade. Por isso não me canso de elogiá-los e apelo para que mantenham exatamente esta postura, que muitos que se dizem jornalistas e até mesmo que são formados, não têm, como se tivessem rasgado o diploma. 

 Por outro lado, tenho observado um lado negativo desta democracia virtual. As Prefeituras da região o que dão a entender, estão começando a agir a partir de postagens. Claro que a ação é bem-vinda, porém deveria ser um compromisso lógico das administrações que não deveriam agir apenas a partir de comentários ou postagens.

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29 de mai. de 2011

Pirâmide Invertida: A política da região debatida no espaço virtual


Por Nadiane Momo

A política de forma geral, sempre esteve presente na vida da sociedade e, a partidária ainda mais, sendo a responsável pelo desenvolvimento dos municípios, Estados e União, atingindo o coletivo e o individual, nas questões de educação, saúde, infraestrutura, entre outras. Porém, percebe-se que as discussões deste cunho, pertenciam a uma minoria, caracterizada pelos envolvidos diretos, líderes políticos e, trancafiava-se nos gabinetes e diretórios partidários. 

Com a evolução da internet, especialmente nos últimos dez anos as discussões, análises e opiniões se exacerbaram e alcançaram a esfera virtual. Mais precisamente, com a proliferação os blogs e consequente divulgação das ações públicas, os internautas passaram a interagir com a notícia, exporem opiniões e, de certa forma, que pode ser até pretensiosa, influenciarem na vida política de uma cidade. A política da região vem sendo debatida como nunca nestes espaços. 

Os principais blogs de notícias de Candiota e Pinheiro Machado, Teclando 7 e Eigatimaula respectivamente, expressam esta característica e tornaram-se veículos democráticos, onde não importa quem está escrevendo ou porque razões os comentários e sim, o que está sendo dito e quais as consequências. Enfim, é a vez dos anônimos terem a voz e vez. Eu defendo o anonimato porque a perseguição por parte de alguns políticos existe sim e uma opinião, mesmo nesta “democracia” que vivemos, pode ser responsável até mesmo pela perda de um emprego. 

O anonimato vem sendo criticado como “máscara”, e é claro que há quem o use por benefício próprio ou com irresponsabilidade, mas há de se convir que por traz da ausência da assinatura, há um cidadão que elogia ou que critica um governo ou agente político e que principalmente, é um cidadão que VOTA!!!. 

Este ano de 2011 que precede eleições municipais que são as que mais envolvem a comunidade, já apresenta indícios que 2012 as disputas serão acirradas. As discussões saíram de grupos isolados e alcançaram o virtual – graças a iniciativa de blogueiros como Pablo Lima e Tiago Fagundes, onde muitos até então leigos ou descomprometidos com a política, podem ver a real avaliação dos governos e seus candidatos, podem “medir a temperatura” da opinião pública, sem ideologias, analogias ou relações de poder, muitas vezes imbricada em outras formas de divulgação. 

Entendo essa possibilidade como um avanço benéfico da tecnologia e democracia. Onde a opinião é justa e bem-vinda. Considero que todos os comentários, postagens, e demais manifestações dos blogueiros e internautas, não podem ser vistas com indiferenças por quem pretende uma eleição ou reeleição. Seria no mínimo complicada a rejeição de uma nação de usuários de internet que VOTA!!!. 

Um exemplo interessante foi dado no início deste mês de maio, quando um amigo meu criou no Orkut uma comunidade chamada Renovação no Legislativo Candiotense e eu aderi a “campanha”. A proposta não é radical de entendermos que os nove edis devem sair e outros nove entrarem, mas que de forma geral haja ressignificação no trabalho Legislativo. Eu, você, trabalhamos em nossas funções e temos que constantemente nos atualizarmos não é mesmo? Revermos práticas, conceitos e objetivos para não sermos “engolidos” por um mercado que não tem dó nem piedade nas escolhas que faz e que exige aprimoramento. 

Então, porque alguns edis de Candiota, de Pinheiro Machado, ou de qualquer cidade do Brasil devem ficar acomodados em uma “zona de conforto” atuando de forma burocrática no primeiro, segundo, terceiro ou décimo mandato?! Claro que se conhecem exceções e, elas podem chegar a maioria, onde uma Casa Legislativa pode ser composta por excelentes representantes do povo. Mas, sabe-se que não é unanimidade e vamos deixar de hipocrisia. 

Enfim, os títulos são dados a quem sentir-se merecedores dos chapéus. O fato é que esta “movimentação” alcançou no Teclando 7, o tópico da mais comentado desde o lançamento do blog há dois anos. Claro que alguns viáveis, outros ridículos, porém, 152 pessoas que VOTAM comentaram, mesmo anônimas. Em Pinheiro também foi criado um Orkut neste sentido e, estas ações ratificam a minha observação que a internet vem se tornando um espaço merecedor de atenção e capaz de prover significativas mudanças a vida pública, especialmente de cidades pequenas como a s nossas!!!

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18 de abr. de 2011

Pirâmide Invertida: Jovens exemplos

Por Nadiane Momo

Nesta semana algumas notícias me deixaram especialmente felizes e me contagiaram. Apesar de envolverem pessoas que não têm nenhuma ligação entre si e seus feitos, o interessante são as lições, os exemplos que nos deram. A primeira delas foi saber da minha colega de profissão, jornalista e agora comissária de bordo, Cibele Machado, que foi aprovada pela companhia Emirates e está trabalhando em Dubaí. 

Cibele é candiotense, uma mulher guerreira, que desde pequena estudou inglês, lecionou em escola de idioma, formou-se pela Urcamp e foi para Porto Alegre, onde fez o curso e acabou sendo selecionada. Agora ela esta lá, feliz da vida e terá muito êxito, com certeza. 

A segunda delas foi ver o também candiotense Felipe de Oliveira Lopes no Ídolos. Nossa, fiquei muito orgulhosa, porque vi ele cantar piá no Canto Moleque e sempre teve muito talento. 

A terceira foi saber que meu primo de 19 anos, Samuel Carminatti, que também cursa inglês desde cedo, de estagiário na escola que trabalha em Farroupilha, passará a coordenador e ainda fará um intercâmbio cultural na Inglaterra ano que vem. 

Saber de tudo isso me deixou muito contente, ver as pessoas que amamos ou simpatizamos correndo atrás dos seus sonhos é muito bom. No caso da Belly, ela percebeu que a região oferecia poucas oportunidades na área da comunicação e não se acomodou, usou o potencial bilíngue e resolveu voar, literalmente. O Felipe, canta bem, assim como muitas outras “crias” do festival candiotense, mas foi ele quem foi a Florianópolis e resolveu dar a cara a tapa e concorrer ao título. Digo que ele foi um corajoso, porque muita gente já deve ter pensando em ir, mas simplesmente não foi e ele, simplesmente foi, representando também nosso Estado e região para o que der e vier, porque obviamente há quem goste e há quem não, mas a coragem está em enfrentar críticas positivas e negativas pois só assim se cresce. 

Quanto ao meu primo, nossa, essa foi sem dúvida a notícia mais contagiante. Ele sempre foi um dos meus preferidos e o amo como irmão. A lição que o Samuca, a Belly e o Felipe nos deram são simples: não há limites para os nossos sonhos! Os três jovens, ao contrário de muitos que só querem saber do celular mais moderno, de navegar atoa na net ou de estar no game, ou postar quanto beberam no Carnaval no Orkut, são exemplos de que quando se quer alguma coisa de verdade é mesmo preciso correr atrás, desde cedo, sair das asas dos pais e ir em busca do futuro. 

Não adianta deixar apenas os pais terem iniciativa em matricular os filhos na aula de inglês, os jovens de hoje precisam ser mais responsáveis por seu futuro já que querem tanto a independência. Gostaria de parabenizá-los e dizer que cada um da sua maneira está dando sua contribuição, sendo exemplo. Não importa onde se está, em uma região pobre e estagnada como a Campanha ou rica e desenvolvida como a Serra e sim, onde se quer chegar e como percorreremos este caminho. 

Se conheceres outros exemplos, compartilhe, afinal, precisamos cada vez mais exercer o elogio e menos as críticas.

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5 de abr. de 2011

Pirâmide Invertida: O fenômeno Bruna Surfistinha

Por Nadiane Momo

Sempre ouvi falar na Bruna Surfistinha, mas nunca sequer me interessei pela história dela, nem pelos livros como “O doce veneno do escorpião”. Mas como amo cinema, logo que começaram a falar sobre o filme estrelado por Débora Secco, me deu curiosidade e assim que pude assisti sabendo do fenômeno de bilheteria. 

Gostei muito do filme, do roteiro de produção e principalmente da atuação da Débora. Quanto a história em si, tem dois lados e uma avaliação muito pessoal, mas, o fato é que é a história de uma prostituta que foi viciada em drogas entre outros episódios. 

Depois do filme passei a observar a repercussão, assistir entrevista e até passei a seguir o blog da Bruna e também da Raquel Pacheco (nome verdadeiro dela), por curiosidade e também por querer entender um pouco mais sobre esse universo. 

De tudo que ouvi e li sobre ela, tirei algumas conclusões que mereceram a elaboração deste artigo. Acredito que a Bruna Surfistinha veio para quebrar preconceitos e mostrar que as prostitutas são seres humanos como todos nós e merecem o nosso respeito. Bruna não entrou na “vida” porque não tinha opção e sim porque gostava de sexo e dinheiro e resolveu “unir o útil ao agradável”. 

Creio que assim com ela, todos têm o direito de ser o que querem e não colocar a culpa das escolhas, apenas nas dificuldades. Outra coisa que me chamou muito a atenção, foi quando ela falou sobre o sigilo em relação a clientes e também a confissões de forma geral. Quantas pessoas que usam o corpo desta forma são chamadas de imorais, inconfiáveis, mas, na verdade são muito mais amigas e verdadeiras do que as mulheres “certinhas”, morais, que casam virgem ou são “puras”?. 

No meu ponto de vista, o maior exemplo que a Raquel/Bruna nos deu, foi de que há conceitos que precisam mudar na sociedade. Não é porque uma mulher é prostituta que não é confiável ou não pode ser sua melhor amiga, assim, como não é porque uma mulher é uma “santa” que ela a mais sigilosa e verdadeira. Aconselho vocês a assistirem e também tomarem suas conclusões também para interagirmos aqui.

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22 de mar. de 2011

Pirâmide Invertida: Viva a nossa saúde pública

Por Nadiane Momo


Eu tive momentos contrastantes com o SUS. Em alguns episódios fui super bem atendida com tudo o que o sistema me dá direito como cidadã brasileira e em outros, muito mal atendida. Mas isso aconteceu já com todo mundo que precisou, eu acho. Eu no momento estou sem plano de saúde, mas assim que resolvidas umas pendências quero fazer, porque está ficando complicado...

Desde o início da semana estou com fortes dores nas costas, que vão do pescoço aos quadris. E ontem, incomodada fui até o Hospital de Candiota na Vila Residencial. É claro que não saí do conforto da minha casa, com dor, só pra bonito. Aliás, ninguém vai consultar e ainda mais num hospital se não está precisando.

Chegando lá, muito rápido o atendimento, parabéns. Tudo lindo, mas na sala do médico, tive que ficar muda. Por respeito, não vou citar o nome dele, mas ele me perguntou o que eu tinha e eu descrevi, inclusive citando que eu achava pelo caroço no pescoço, que tinha bico de papagaio. Pois bem, o médico não faltou com a educação e simpatia, mas me olhou e disse: "Tu tens que ir a um traumatologista".

Não respondi nada, mas pensei, bom, tudo bem, eu sei, mas tem em Candiota? Deve ter só em Bagé e particular sei que é bem caro, não tinha dinheiro na mão e nem se consegue uma consulta assim, na hora. Bom, achei que ele ia me examinar, e tal. Nada. Simplesmente me deu um diclofenaco. A consulta durou nada mais do que cinco minutos, fui à farmácia e comprei o remédio. Estou tomando, a dor ainda não passou, vamos ver, acho que terei mesmo que ir ao traumatologista. Dai me lembrei que ano passado tive dor de ouvido e fui lá também. Era uma médica, simpática e atenciosa, mas me disse: "Olha vou ter que meio adivinhar o que tens, porque estamos sem o aparelho de examinar" (otoscópio). Tudo bem, ela me deu um ostoporim e melhorou... por sorte.

Mas agora fico pensando, está certo sermos atendidos assim? Essa é a postura de um médico e de uma instituição de saúde? E se eu tivesse com um problema mais sério nas costas, como fica a minha integridade física. Quem fiscaliza esse tipo de coisa? Quem denuncia? Ninguém, porque há medo, há perseguições políticas, há receios. Ontem fui eu, amanhã pode ser uma pessoa com uma doença séria e que é mandada embora sem ser examinada. O que está acontecendo com muitos de nossos médicos pelo Brasil afora, cadê o juramento que fizeram, o compromisso com a vida? Sei de casos que médicos têm nojo de pacientes... o que é isso meu Deus?!

Eu como não devo nada pra ninguém e sou uma cidadã que pago meus impostos falo mesmo e não tenho medo das consequências. Acho que só com a crítica que as coisas podem melhorar e com saúde, não se pode brincar.

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16 de fev. de 2011

Pirâmide Invertida: Ronaldo deu um "tapa de luva"

Por Nadiane Momo

Não odeio futebol, mas também não amo. Sou gremista, adoro Copa do Mundo, mas realmente nada de fanatismo. Entretanto, assim como muitos brasileiros, parei esta semana para assistir a coletiva de imprensa na qual o Ronaldo Fenômeno anunciou o fim da sua carreira como jogador de futebol. Bom, me emocionei. Como não sou fanática e tampouco entendida de esporte, assisti a declaração com um olhar de ser humano sensível, prestando atenção em cada palavra e expressão e chegando a conclusão que ele deu um “tapa de luva”. O momento que mais me marcou foi quando ele confessou ter hipotireoidismo. E logo acrescentou “tenho certeza que muitos estão arrependidos de terem feito chacota com meu peso”.

Nessa frase ele calou um monte de humoristas, comentaristas, torcedores e jornalistas esportivos que o criticaram. Quantas pessoas são menosprezadas porque são gordas, como se só o padrão de magreza fosse o sinônimo de felicidade. Conheço muita gente que sofre com a luta contra o peso, eu mesmo já fiz várias dietas, e as pessoas que criticam não sabem o que é essa luta e não imaginam a mágoa que estão causando.

Não quero entrar no mérito da carreira que trilhou nem do que fez ou deixou de fazer no futebol e no Corinthians nos últimos anos, mas avalio que a declaração dele me levou aquela velha máxima bíblica: “não julgueis para não ser julgados”. Me fez pensar como a maioria das pessoas e inclusive eu no passado, julguei pessoas, ações, atitudes e modos de viver a agir. Aliás, estamos julgando e prejulgando sempre, a todo instante, mesmo sem nos darmos conta.

A gente afirma que as pessoas são isso ou aquilo, boas ou más sem sabermos o real motivo que a fez ser, estar ou agir daquela maneira. No caso do Ronaldo, era uma luta contra uma glândula, uma luta contra o peso, a esperança de que podia continuar e brilhar. Claro que a declaração gerou críticas inúmeras, mas eu to com o Ronaldo. Nunca o admirei como jogador, mas agora o admiro como ser humano, que soube a hora certa de dizer e como dizer o que era preciso.

Observo que só não o admirava como jogador, porque neste mundo futebolístico, acho muito injusto ganhar milhões como muitos ganham para correr atrás de uma bola. Enquanto os verdadeiros craques, que são professores, médicos, as vezes tem um salário miserável, especialmente os primeiros.

Eu aprendi muito com o Ronaldo, espero que você tenha extraído alguma coisa positiva também. Como tudo que assistimos, ouvimos ou lemos, temos que ter uma consciência crítica. Absorver com um olhar apurado e usar um filtro, aproveitando realmente o que vai nos servir.



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15 de jan. de 2011

Pirâmide Invertida: O "luto" no Orkut

Por Nadiane Momo
Que meus amigos e até parentes não fiquem chateados comigo, mas acho nada vê essa história do “luto” no Orkut. Isso que dizer colocar antes ou depois do nome a palavra luto, que todos nós sabemos que é que se perdeu alguém querido. Bom, luto segundo o dicionário é “profundo pesar pela morte de alguém”. Antigamente ainda, quem estava de luto, vestia-se de preto, não ligava aparelhos como rádio e televisão e muito menos ia a festas.

Bom essa decisão de isentar-se do mundo pela morte de alguém é pessoal. Mas o que mais acho engraçado no Orkut é que primeiro, as pessoas colocam “luto” por modinha. Às vezes mal saem do enterro e já estão de “luto” na internet. O mais curioso ainda é dar uma passeada pelas atualizações... rsrs. Lá está Fulana {luto}...atualizou o álbum festas...Então lá está a fulana brindando, dançando, de porre ou se divertindo a beça. Poxa vida, isso é luto?

Claro que quando alguém morre não podemos parar, mas as vezes a atualização de luto e de momentos de festa e alegria imensa é de um dia para o outro. Não consigo entender... me ajudem ou explique quem puder. Eu perdi duas pessoas da família este ano, meu avô paterno e tia (madrinha), segunda mãe de verdade. Claro que por algumas semanas depois me ausentei de festas, brindes e etc... mas não entrei nessa modinha.

O Orkut tem dessas, é um ambiente perfeito de análise social e cultural. Onde as pessoas não trocam OI na rua e são “amigas” no Orkut. Por favor, não levem a mal, entendo que sempre há dor nesse momento, mas não consigo mesmo entender.



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18 de dez. de 2010

Pirâmide Invertida: A volta dos verdadeiros valores


Por Nadiane Momo

Já usei este espaço para falar sobre vários assuntos, entre os artigos escritos, esteve o que falava sobre a questão de não nos preocuparmos com os pensamentos alheios. Pois bem, algum tempo depois continuo convicta que o verdadeiro sentido da vida é bem este, temos que viver apenas para nós mesmos, viver valorizando quem merece a nossa valorização, amando quem merece o nosso amor. Parece chata essa conversa de olhar para o interior, de querer ser melhor como ser humano, mas tenho cada vez mais certeza que esse o caminho. 

De que adianta ter status, dinheiro ou bens materiais se não tivermos amigos, abraços, palavras carinhosas. Claro que se é hipócrita quando se diz que dinheiro não importa, mas ele é bem-vindo como consequência de trabalho honesto, de ética, de verdade, de princípios e especialmente, de merecimento. 

Percebo que o mundo está começando a amadurecer realmente para isso. O público-consumidor não se deixa mais iludir por propagandas, por promessas milagrosas, ou por bens que têm a pretensão de fazer com que as pessoas sejam mais felizes. Tanto isso é verdade, que a linguagem da mídia está mudando. O Bradesco deu um show com as novas peças publicitárias de final de ano, desejando “presença de gente”, olhem com atenção e compreendam a profundida do texto. 

O CityBank também arrasou com as frases: 
"Crie filhos em vez de herdeiros." 
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete." 
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela." 
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama." 
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas." 
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?" 
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos." 
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..." 
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!" 
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos." 

Enfim, estes são apenas dois exemplos de uma ampla conscientização que nos mostram como os verdadeiros valores estão de volta. A Era da Informática e Tecnologia está sendo deixada de lado, pela Era do Ser Humano. A Era do olhamos para nosso EU, buscarmos nossa essência, e compreendermos que só se conquistam vitórias com amor, fé, paz no coração e amigos de verdade. 

Desde já, um feliz 2011 a todos.


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27 de out. de 2010

Pirâmide Invertida: Em quem podemos confiar?


Por Nadiane Momo

Ajudem-me, por favor, a responder esta pergunta. Não quero ser uma pessoa descrente do mundo, da justiça, das pessoas. Cada vez mais está difícil saber em quem confiar, mas este desabafo é para duas forças do nosso país: a Justiça e a Política. A Justiça deveria realmente nesse Brasil fazer justiça, pelo que entendemos o significado da palavra. Punir quem comete crimes, independente do cargo que ocupam, função social ou poder aquisitivo. 

Mas no seio do Poder Judiciário brasileiro há muita corrupção, há muitas relações de poder que fazem a impunidade ser cada vez mais comum. Não vamos longe, não quero fazer acusações sem provas, mas sei de muitos casos de abuso de poder das próprias polícias da região. Lembrando é claro que são críticas a alguns elementos e não de forma geral, mas que infelizmente acabam atingindo toda a instituição. Exemplificando, quantos rachas são feitos, principalmente em Pinheiro Machado e tudo fica por isso mesmo. Quanto contrabando passa por Acegua/Aceguá. Quantos traficantes com local marcado de vendas de drogas. Quantos figurões de enriquecimento rápido e ilícito, mas que “não se pode mexer”. 

Bom...aí temos muito pano para manga. A coisa é delicada, requer sim provas para nomes, mas como já disse, são fatos de senso comum que são falados na sociedade, mas ninguém quer se envolver com a “lei”. Então, em quem podemos confiar?

Entrando já no segundo ponto, a Política, temos que lembrar que os mais altos cargos do Judiciário são na maioria, indicações Políticas. Então entra e sai gestão, e nós aqui, meros eleitores estamos sempre com fé que a coisa melhore. E estamos prestes a mais uma eleição, claro que se um candidato A ganhar alguma coisa em um segmento vai melhorar e noutro piorar, assim como se eleger-se um candidato B e vice-versa. Eu cada vez mais tenho uma opinião de que não adianta ficar de braços cruzados esperando políticas públicas. 

Eu não vou esperar a água de Candiota melhor, vou pagar R$ 7,00 pelo galão de água mineral enquanto tiver dinheiro para isso. Não vou esperar um policiamento seguro no meu bairro, vou tratar de proteger minha casa e minha família. 

Mesmo vivendo em coletividade, penso que não dá para ficar esperando as coisas acontecer, o Estado nos proporcionar benefícios e sim, correr atrás da nossa qualidade de vida, afinal, em quem podemos confiar?

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10 de out. de 2010

Pirâmide Invertida: Vamos cuidar da nossa vida?

Por Nadiane Momo

É tão fácil falar, mas convenhamos como é bem difícil cuidar da nossa vida não é mesmo? Não se importar, mas não se importar mesmo com o que os outros falam, pensam; viver sem pensar na opinião alheia, e principalmente não querer saber de nenhuma fofoca. É, mas o desafio tem que ser lançado e trabalho todos os dias em dois sentidos: viver sem pensar no que os outros pensam e também não se importar com que os outros fazem. 

Aqui na nossa região a fofoca faz parte do cotidiano. Elas ainda transcendem e passam de Candiota para Pinheiro Machado, vão lá em Pedras Altas, Piratini e voltam para Hulha Negra e Bagé. Bom, o fato é que a fofoca independe da escolaridade, instrução, poder aquisitivo, enfim, todo mundo faz ou ouve uma fofoquinha vez que outra. Entretanto, eu classifico a fofoca em dois tipos, a maligna e a benigna. 

Creio que a maligna é aquela plantada, que muitas vezes não tem um fato em si, mas este é inventado por alguém que quer ver uma determinada pessoa em maus lençóis. Mas a benigna é aquela que fica só no âmbito dos comentários e que não fazem mal a ninguém. Quando fazemos uma fofoca ou ficamos interessados ou atentos à vida dos outros estamos na verdade exercendo o “pré”conceito, o prejulgamento de uma ação que aquela pessoa possa estar fazendo sem sabermos as razões exatas de porque elas estão fazendo.

 Neste sentido podemos falar também da palavra crítica, que na verdade é uma análise, um parecer em relação a determinado assunto. As críticas devem ser feitas por quem conhece um tema, por isso há os críticos de cinema, tv e arte, entre tantos, e pode ser positiva ou negativa. Esta citação é somente para dizer que não podemos julgar o trabalho ou uma ação de uma pessoa sem sabermos as reais condições no qual ele pode ser feito. 

Deixe a crítica para quem pode fazer e para quem entende do assunto. Vamos cuidar mais da nossa vida. Vamos parar de nos preocupar com o que um colega ou conhecido pensa, vamos cuidar de quem amamos e de quem nos ama de verdade. São essas as pessoas que realmente importam. São elas que nos estendem a mão, que nos ouvem, que estão do nosso lado sempre. Vamos cultivar nosso jardim para nós sentirmos as flores e não para os outros cheirarem.


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13 de set. de 2010

Pirâmide Invertida: A tecnologia na palma da mão que cabe no bolso

Por Nadiane Momo

As novidades do mercado tecnológico hoje em dia cabem na palma da mão, literalmente. Há uma década, por exemplo, o telefone celular era um objeto caríssimo, na qual o possuidor era quase endeusado. O aparelho expressava status, liberdade e realmente era o que chamávamos de
tijolão, com quase 20 centímetros de comprimento. Dez anos depois, perante uma avassaladora evolução ele cabe na palma da mão com até sete centímetros e um preço que também cabe no bolso. É difícil alguém não ter celular.

O item tornou-se essencial, quase uma questão de sobrevivência para crianças, adolescentes, adultos e até idosos. Além disso, ele não tem a única finalidade de ser um telefone que
recebe e faz chamadas. Também envia e recebe mensagens, fotos, vídeos. É possível executar músicas em formato mp3 e até mesmo navegar na Word Wide Web (www). Parece tão comum para uma criança de 12 ano hoje? Pois quando eu tinha esta idade, e olha que tenho recém 27, nem em filmes de ficção eu creio que se pensava em algo assim.

Mas o celular é um dos exemplos de que a tecnologia chegou, e assim como diz Moran, é uma forma íngreme de alavancar o capitalismo, que nos textos atuais chega ao extremo, muitas vezes disfarçado de benefícios, atacando nas carências e necessidades do ser humano em estar globalizado, integrados as redes das quais faz parte e das quais pretende ingressar.

Diante de todas as novas tecnologias, presentes e acessíveis como telefones, notebooks, reprodutores de mp3, etc, fomentam o mercado publicitário que cada vez mais busca atender ou propor novas necessidades, assim como, faz com que nós nos tornemos consumidores
cada vez mais exigentes, na expectativa que possamos ter mais facilidades e benefícios sem sairmos das nossas casas. Por outro lado, precisamos ter o que o teórico José Manuel Moran no texto “Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo” chama de re-encantamento, a
possibilidade que precisamos de aproveitar toda esta oferta ao nosso favor, otimizando conteúdos, análises e aproveitando-os como experiência favorável ao nosso desenvolvimento pessoal e emocional.

Ao reportar-se a educação, Moran considera o mesmo princípio. O aluno deve re-encantar-se com a escola que dialogue na linguagem na qual ele esta acostumado, ou seja, a virtual. Não se fala aqui em mudanças pedagógicas e sim, na utilização dinâmica do que a tecnologia tem a oferecer de forma positiva.

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14 de ago. de 2010

Pirâmide Invertida: Qual é o caminho certo?

Por Nadiane Momo

Tenho certeza que já ouviste a expressão: “o mundo é dos espertos”. Tenho certeza também que compreendes o quão de significados esta carrega. Em outras palavras, quer dizer que só obtém sucesso, aquelas pessoas que agem com esperteza. Mas o que é ser esperto? E o que é ganhar o mundo?

A partir desta afirmativa e reflexão, nos perguntamos qual o caminho certo a seguirmos em nossas vidas. Os códigos de moral e ética e ainda os religiosos, norteiam a maioria das ações do ser humano, entretanto não são suficientes para combater erros e fazer com que pessoas ajam com a perspectiva de que os fins justificam os meios.

Eu integro aquela pequena, digamos, parcela de pessoas “caretas”. Que é contra drogas, contra traição, corrupção, entre outros cânceres da sociedade. Mas infelizmente, conheço pessoas que colocam o dinheiro acima de tudo, que buscam apenas contemplar as vaidades e que não se importam com o próximo, seus sentimentos anseios, medos e angústias. Há quem aja apenas no impulso do ter mais, da ambição desenfreada e do vale-tudo para se dar bem e o pior, ou melhor de tudo isso, é que estas pessoas estão no auge (ou no que elas consideram auge), se “dando bem realmente”, e ai que eu pergunto: Vale mesmo a pena querermos ser “certinho” e sempre se dar mal por causa desse senso de justiça? O que é ser esperto? É passar por cima de todo mundo e ganhar este mundo, ou é agir sempre na boa fé, mesmo sem resultados, na certeza que um ser superior, Deus, está vendo nossas ações?!

Bom, agora entramos num campo de crenças. Há quem não acredita na existência de Deus, acho que é até mais fácil, se justifica uma existência com eventuais erros, afinal, a existência se termina segundo estas pessoas com a morte e então não há quem “cobre” lá em cima. Eu que acredito em Deus de olhos fechados, insisto em crer que a bondade é sempre bem-vinda, assim como as boas ações, o respeito, ainda mais quando ninguém vê, pois como diz na bíblia: “Quando deres esmola não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”(Mateus 6:3). Então fica por fim a reflexão, de qual o caminho certo a seguir nesta vida, agir de acordo com a situação pensando apenas nesta existência? Ou agir pensando em um futuro que nem nós conhecemos?!...

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19 de jul. de 2010

Pirâmide Invertida: Do "3 em 1" ao Blu-Ray


Por Nadiane Momo

Essa reflexão começou na sexta, quando na ordem aleatória de execução de mp3 no meu media player, tocou uma música bem antiga e, uma colega de trabalho comentou:
" - Nossa, essa a gente ouvia no walkman!".

Bem lembrado, nisso me deu até saudade do que eu tinha e dai coloquei no Google Imagens para procurar um igual, vermelho, e o servidor redirecionou para mp4, mp5..6, 7... enfim, aquele igual o que tínhamos não foi encontrado. Conversa vai, conversa vem, eu com 26, minha colega com 28, outro colega com 40, começarmos a conversar sobre o que na "nossa época" era chamado de tecnologia e lembramos do sucesso: 3 em 1. Nossa, era aquele som tri da moda com toca-discos, toca-fitas e rádio. E quando era duplo deck? (dois compartimentos para fita) e autoreversi então (que virava a fita sozinha), bom ai era tecnologia mesmo.

Lá no tempo da fita a gente adorava gravar, às vezes o radialista largava a vinheta da emissora no meio. Ai que raiva. Aí tinha que ligar para a rádio e dizer que era para gravar. Bueno, hoje em dia é bem mais fácil, a gente baixa essas músicas e ouve no PC, no mp3, cartão SD, etc. Enfim, naquela época nem imaginávamos aonde o mundo da música ia nos levar, assim como, hoje também nem imaginamos. Mas no meio desta conversa, tinha uma colega de 19 anos, achando tudo isso arcaico, mas é a vida, as coisas evoluem mesmo.

Lembrei que eu era maniática com o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) desde adolescente. Minhas fitas eram bem arrumadinhas, tudo separado em rock, pop, pagode, nacionais, internacionais. Nossa, hoje quase 15 anos depois continuo maniática, e minha coleção de quase 7 mil mp3 é impecavelmente renomeada. É... com loucos não se discute!

Enfim, do 3 em 1 para o blu-ray muitos anos se passaram, muitas novidades surgiram, mas a música continua fazendo parte da vida das pessoas, fazendo trilha sonora para romances, decepções, momentos inesquecíveis.

É interessante notarmos ainda, que apesar te toda a evolução, a pirataria ainda não foi combatida. No tempo da fita, as originais que tinham até encarte com a letra da música, já podiam ser gravadas (até tinham algumas com um dispositivo que impedia, mas fácil de ser burlado), mas, que eram caras demais. Hoje em dia os cds são copiados, ripados, as mp3 jogadas na rede e os preços das mídias originais continuam caros demais, inacessíveis. Claro que é um absurdo para o cantor que gastou um monte de dinheiro para elaborar o álbum, mas um meio-termo é preciso ser encontrado, para todos saírem ganhando.

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8 de jul. de 2010

Pirâmide Invertida: Uma região com pouca oferta de cultura


Por Nadiane Momo

Pelo menos para mim, um texto do formato artigo/crônica requer inspiração e este veio de uma recente conversa que tive com as proprietárias do salão de cabeleireiro que frequento em Candiota, que me chamaram a atenção para o nível cultural da cidade e estendo isso para região.

Daí foi só fazer uma análise rápida e perceber o quanto somos realmente pobres. Em Hulha, Candiota e Pinheiro Machado, não há grupos culturais, e não estou falando em cultura sul-rio-grandense, dança, poesia. Falo grupos de discussão de assuntos transversais, de assuntos intelectuais, onde a força do pensamento possa gerar interação.

Não encontramos nestas cidades – me corrijam se em Pinheiro existir – livrarias, digo livrarias de fato, com obras novas, mais vendidas e mais lidas. Enquanto há um cyber em qualquer esquina, os livros ficam cada vez mais empoeirados e creio que os clássicos nem são mais tão exigidos nas escolas.

A gente reclama muitas vezes da cidade, de forma injusta, mas neste caso é uma crítica construtiva. Sempre que posso em Bagé, vou a LEB ou na Casa das Revistas, locais agradáveis, sempre com exemplares inéditos, um bom café ou água gelada. Não só a literatura, mas também o cinema é uma expressão cultural, o teatro, e os vemos nestas cidades? Não...mas os bares e casas noturnas estão cada vez mais em moda.

Temos que considerar também que é difícil para investir neste setor, até porque essa parcela da sociedade, crítica e reflexiva, ainda é muito pequena, diante daqueles que passam pela vida sem considerar importante inflar o cérebro. Por outro lado, passo a crer, que ora bolas, estes são mais felizes que os pensadores, pois vivem mais e filosofam menos.

Será?!.

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14 de jun. de 2010

Pirâmide Invertida: Reiventar a teledramaturgia


Por Nadiane Momo

Não sou especialista em teledramaturgia, ou seja, novelas, aliás, como jornalista apenas tenho, a exemplo de muitos outros profissionais, um olhar e ouvido crítico e apurado sobre tudo o que ouço, leio e vejo, exercendo o censo crítico no cotidiano, tanto nas relações que possuo, como através da televisão. Pode ser contraditório, mas eu assisto TV para me divertir, já que trabalho com informação, e dentro deste contexto sou uma noveleira assumida. Mas te convido a refletir comigo sobre as novelas e também olhar sempre com critério, buscando extrair lições positivas.

Podemos notar que as novelas da Globo estão já ultrapassadas, precisando de novos autores, novas ideias e quem sabe, novos atores. É só analisarmos as últimas tramas para percebemos que parece haver uma fórmula linear que passa por todas as histórias, senão vejamos: Há histórias de irmãos que se apaixonam e, depois, descobrem que não são irmãos. Ex, Nelinha e Zeca (Tempos Moderno), Lara e Halley (A Favorita). Há empresários que perdem as ações ou a empresa, ficam pobre e depois as recuperam. Há também rico que fica pobre, pobre que fica rico.

Mas há também as cenas campeãs, aquelas que uma pessoa está prestes a partir de um aeroporto e a outra, seja filha ou namorada ou esposa, vai correndo no aeroporto impedir o vôo. E casais namorando e correndo na beira da praia então? Essa é mais comum, fora que sempre há um vilão, uma mocinha, uma perua, e gente querendo dar golpes. Enfim fórmulas prontas, onde só mudam atores e cenário.


No meu ponto de vista, a vida das pessoas de modo geral, claro, que em alguns casos é parecida com de certos personagens, mas, há muitas outras histórias interessantes da vida real para serem retratadas nas novelas, já que a TV tem que passar proximidade e identificação com o telespectador. Na vida da maioria dos brasileiros que são pobres, e podres de verdade, não os pobres da novela da Globo, há paixões, decepções, batalhas, superações e com um pouco mais de criatividade podem virar novela. Claro que como jornalista, sei que o telespectador, muitas vezes, prefere se iludir com histórias infundadas, mas há uma parcela da comunidade que reflete.


Por outro lado, quero parabenizar a Record, por estar apresentando tramas diferentes, dou como exemplo a novela que já acabou, a Poder Paralelo, que abordou como nenhuma outra, e com toda a propriedade possível e qualidade, a situação do tráfico de drogas no Brasil, da política, da corrupção. Onde os personagens vestiam ‘roupas de verdade’ e não de grifes inacessíveis e futurísticas. É preciso reinventar a teledramaturgia do Brasil, especialmente da Globo, sendo este um dos únicos programas que o brasileiro ainda prefere, já que telejornais e programas de entretenimento vem perdendo a audiência cada vez mais, dia após dia.

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