26 de jun de 2016

Investigação de fraudes na CGTEE deve ser concluída em julho, diz delegado

A operação Antracito, que foi desencadeada em 28 de outubro de 2015, para investigar possíveis fraudes e indícios de associação criminosa entre empregados públicos e empresários, que estariam se beneficiando com a venda de materiais para a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Cgtee), tem previsão de término das investigações para julho. 

Isso segundo o delegado responsável pelo caso, Daniel Mendelski, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). 

Segundo Mendelski, em conversa com a reportagem, as oito pessoas investigadas de participar do esquema em Bagé e região já foram ouvidas. “Na próxima semana serão ouvidos, em Porto Alegre e região metropolitana, os outros investigados. Possivelmente em julho, teremos a conclusão deste inquérito. Os ouvidos podem ou não ser indiciados pelo caso”, explicou. 

A operação apura possíveis crimes junto à sede da Cgtee, localizada em Porto Alegre, e uma de suas usinas — a Termelétrica Presidente Médici, de Candiota. Há suspeitas de dispensa indevida de licitação ou compra direta, normalmente direcionadas aos mesmos fornecedores, superfaturamento de materiais e aquisições feitas para empresas que funcionariam como fachada. 

Após uma sindicância realizada pela Cgtee, que já apontava irregularidades, a Polícia Civil começou a trabalhar no inquérito. Há cerca de 10 meses, os agentes do Deic estão investigando e apurando os fatos. 

Relembre 

Na época em que a operação foi deflagrada, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Bagé, Candiota, Porto Alegre, Pelotas e Alvorada. "Percorremos algumas empresas prestadoras de serviços para a usina, casas de servidores públicos em Bagé e Candiota, além da própria usina", comentou o delegado Joeberth Nunes, também do Deic, na época. 

Entre os investigados há funcionários, que são ou foram dos setores de suprimento, almoxarifado e diretoria financeira. O delegado também ressaltou, na ocasião, que o valor estimado do prejuízo ainda não foi contabilizado, pois depende da análise. 

Nas buscas autorizadas pela Justiça, os policiais coletaram documentos que poderiam comprovar negociações escusas, como contratos, notas fiscais, agendas, recibos, processos de dispensa de licitação ou de compras diretas, comprovantes de depósitos e mídias.

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