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Jornada em defesa do rio Camaquã ocorre no dia 7 de abril


Novamente, as margens do rio Camaquã servirão de palco para um ato que reivindicará sua preservação e a não instalação do empreendimento de mineração a céu aberto da Votorantim Metais Holding. Previsto para ocorrer no dia 7 de abril, a partir das 10h, na localidade de Palmas, no interior de Bagé, o ato denominado “Jornada em Defesa do Rio Camaquã” é uma atividade política organizada pelo deputado estadual Luiz Fernando Mainardi(PT) com a mesa diretora da Assembleia Legislativa, com o apoio do grupo União pela Preservação do Camaquã, mas que será mais ampla em integração porque envolverá representantes de entidades vinculadas à educação, pesquisa e defesa do meio ambiente, por exemplo.
Uma das integrantes do grupo União pela Preservação do Camaquã, Ângela Márcia Scholante Colares, ressalta que já estão confirmadas representações das cidades de Bagé, Piratini, Amaral Ferrador, São Lourenço do Sul, Rio Grande, Pelotas, Cristal, Camaquã, Canguçu, Candiota, Pinheiro Machado e Encruzilhada, entre outras. “Até de cidades que antes tinham uma força mobilizadora em favor do empreendimento, como Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista, virão representações para o evento. Observamos que as pessoas estão começando a refletir e questionar sobre esse projeto de mineração”, destaca a produtora de Palmas. A irmã de Ângela Márcia, Vera Colares, ressalta que também estarão presentes no evento prefeitos e vereadores, bem como o bispo dom Gílio Felício. “Ele confirmou presença e realizará uma missa no local, antes das discussões que serão propostas pela atividade da Assembleia Legislativa. É um apoio muito importante, ainda mais que, neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade é a defesa dos biomas no Brasil; portanto, ganha mais força a nossa ação para a defesa do rio Camaquã e do próprio Bioma Pampa”, reitera a também produtora de Palmas.



Movimento ganhou força
Elas são unânimes em avaliar que o movimento, desde o ano passado, tem ganhado mais força em sua proposta de discutir o empreendimento proposto pela Votorantim Metais Holding. “O ato realizado, em novembro, nas Palmas, trouxe muita força para o movimento. Hoje, recebemos apoio e manifestações favoráveis de todo o Rio Grande do Sul, isso porque a motivação dessa causa é nobre,uma vez que, cada vez mais precisamos avaliar iniciativas que visam à exploração do meio ambiente, uma vez que podem suceder a grandes tragédias como a de Mariana, em Minas Gerais”, afirma Vera Colares. Conforme as representantes do grupo, o ato do dia 7 servirá para disseminar informação a mais pessoas sobre os riscos ao meio ambiente que podem ocorrer com empreendimentos de mineração. “Além dos impactos para as atividades econômicas tradicionais da região. Hoje, há cerca de 180 pedidos de projetos de mineração no Rio Grande do Sul e esse quer mudar a matriz da Campanha, que é a atividade agropecuária. Caso a mina seja construída, todo esse trabalho realizado no Alto Camaquã, que envolve entidades como a Embrapa, Arco e tantas outras, estará em risco, porque a produção de ovinocultura e pecuária sustentável  - um diferencial de valor -, estará em risco”, denuncia Ângela Márcia.



Mobilização da comunidade
O grupo ressalta que, após o ato do dia 7, novas ações de mobilização estão previstas. “É muito importante que a população participe do evento. Estamos convidando toda a comunidade porque o empreendimento, se for instalado, não trará prejuízos apenas para os produtores e moradores próximos ao rio, mas para toda a região e o Estado. É importante demonstrarmos para os representantes do povo que não queremos prejudicar o futuro e o meio ambiente com interesses de poucos. A causa é apartidária, é de todos”, declara Vera Colares.
A “Jornada em Defesa do Rio Camaquã” ocorre na propriedade do produtor Neco Barbosa. Para chegar ao local, o caminho é pelo KM 579 da BR-153, dobrando à direita e trafegando por mais 14 quilômetros em estrada de chão do corredor da Lixiguana. 

http://www.jornalfolhadosul.com.br/noticia/2017/03/29/jornada-em-defesa-do-rio-camaqua-ocorre-no-dia-7-de-abril

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