10 de fev. de 2012

Álcool ou gasolina?

Pois até ontem se apostava que o álcool, quanto combustível, era a grande saída para enfrentar os efeitos poluidores e de preço do combustível fóssil conhecido por gasolina. Em termos conceituais e práticos sim, o álcool é um tipo de energia mais limpa, pois os resíduos de sua combustão são menos tóxicos e poluidores que os da gasolina e seria economicamente viável se o seu preço estivesse à altura de competir com o preço da gasolina.

O problema é que a oferta de álcool no mercado, hoje, é limitada e o seu preço o torna inviável quando comparado com a gasolina. A conta é simples, o preço do álcool deveria ser 30% menor que o preço da gasolina. Esta premissa é imposta pelo fato do álcool ter um rendimento em torno de 30% menor que os motores movidos a gasolina.

Mas o que faz com que o preço do álcool não seja competitivo? A oferta versus procura. A quantidade de álcool ofertada no mercado está aquém da demanda criada pela nova e crescente frota de automóveis do tipo flex. Ou seja, estabelece-se uma nova e propalada tecnologia bicombustíveis sem focarmos com seriedade na estrutura necessária para viabilizar a produção à demanda de mercado.

E para piorar a matriz energética dos combustíveis automotivos ainda temos a escassez de álcool anidro para misturar a gasolina, condição necessária para fornecer parâmetros de octanagem a gasolina, característica importante no combustível dos motores de combustão. Então, por questões de disponibilidade e de custo acabamos reduzindo o percentual de adição na fonte de álcool anidro com reflexos negativos na eficiência.

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