Por Marco Antônio Ballejo Canto
O Ideb é um indicador de qualidade educacional que combina informações de desempenho em exames padronizados (Prova Brasil ou Saeb) - obtido pelos estudantes ao final das etapas de ensino (4ª a 8ª séries do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio) - com informações sobre rendimento escolar (aprovação).
Um sistema educacional que reprova sistematicamente seus estudantes, fazendo com que grande parte deles abandone a escola antes de completar a educação básica, não é desejável, mesmo que aqueles que concluem essa etapa de ensino atinjam elevadas pontuações nos exames padronizados.
Por outro lado, um sistema em que todos os alunos concluem o ensino médio no período correto não é de interesse caso os alunos aprendam muito pouco na escola. Em suma, um sistema de ensino ideal seria aquele em que todas as crianças e adolescentes tivessem acesso à escola, não desperdiçassem tempo com repetências, não abandonassem a escola precocemente e, ao final de tudo, aprendessem.
Publicados recentemente os dados de 2013, vejamos alguns dados, principalmente no que se refere aos municípios de nossa região, Aceguá, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Lavras do Sul, que compõe a Região da Campanha, e Pedras Altas, Pinheiro Machado, Piratini e Herval.
Nas séries iniciais do ensino fundamental nas redes municipais de ensino, o melhor IDEB ficou com Aceguá,( 5,4); depois Bagé (5,0), Caçapava do Sul e Candiota (4.9), Hulha Negra (4,8), Herval (4,7), Dom Pedrito e Pinheiro Machado (4,6), Piratini (4,4), Lavras do Sul (4,3), Pedras Altas não foi avaliado.
No Estado, a média para a rede pública, estadual mais municipal, anos iniciais, foi 5,4 e no Brasil foi 5,4 nas redes estaduais e 4,9 nas redes municipais de ensino.
Nas redes de ensino privadas, para as séries iniciais, foi 7,2 no Rio Grande do Sul e 6,7 no Brasil.
Nas séries finais do ensino fundamental nas redes municipais de ensino, o melhor IDEB ficou com Hulha Negra, Lavras do Sul e Pinheiro Machado, (3,9); depois Herval (3,6), Candiota (3,5), Bagé (3,3), Caçapava do Sul (2,7), Dom Pedrito (2,4), Aceguá, Pedras Altas e Piratini não foram avaliados.
No Estado, a média para a rede pública, estadual mais municipal, anos finais, foi 4,0 e no Brasil foi 4,1 nas redes estaduais e 3,9 nas redes municipais de ensino.
Nas redes de ensino privadas, para as séries finais, foi 6,1 no Rio Grande do Sul e 6,0 no Brasil.
Não há destaques positivos na região onde os melhores resultados são fracos. Porém, Candiota deve repensar a educação municipal, que nunca obteve resultados expressivos. Com poucos alunos e salários altos, o problema de Candiota pode ser o conjunto: administração, professores, comunidade escolar, planejamento estratégico e vontade política.

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