28 de out. de 2013

Projeto de olivicultura teve adesão de 15 municípios

A diretoria do Comitê Pró-Desenvolvimento da Fruticultura da Metade Sul do Rio Grande do Sul realizou ontem em Bagé uma reunião para tratar sobre detalhes técnicos do novo projeto de olivicultura. 

Reunião da diretoria tratou dos detalhes técnicos

A ideia foi anunciada no final de setembro e inicialmente iria abranger 10 municípios e 200 hectares de área plantada. De acordo com o presidente do comitê de Fruticultura da Metade Sul, Adelino Luiz Santos, o projeto foi ampliado para uma área de 300 hectares sendo 20 em cada município. Ele comenta que houve a expansão para cidades de São Gabriel, Uruguaiana, São Borja e Herval do Sul. Pinheiro Machado, Piratini, Bagé, Pedras Altas, Canguçu, Dom Pedrito, Candiota, Hulha Negra, Aceguá, Alegrete e Santana do Livramento já haviam demonstrado interesse na implantação. O programa consta a implantação e acompanhamento técnico especializado de unidades produtivas de oliveiras, onde serão adquiridas mudas de seis cultivares distintas com o objetivo de produção de azeite de alta qualidade. A escolha das unidades produtivas e dos produtores beneficiados será baseada em critérios técnicos de aptidão de solo e experiência em fruticultura. Conforme Santos o próximo passo será cadastrar o projeto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ministério de Desenvolvimento Rural para elencar os recursos. O total do empreendimento é de R$ 1,5 milhão. Para participar do projeto o produtor tem que ter o cadastro aprovado pelos Conselhos de Desenvolvimento Rural de cada município. Os editais para adesão devem ser publicados no próximo mês. "Vão ser escolhidas as melhores áreas de cada município e o plantio deve ser realizado na primavera de 2014", salienta Santos. 

Empresas beneficiadoras 
De acordo com o presidente, a Metade Sul conta com três indústrias de beneficiamento do azeite, em Pinheiro Machado, Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul, porém com a adesão dos municípios da Fronteira Oeste, a tendência é que novas empresas se instalem para a produção do azeite. "Após a colheita o produtor tem 24 horas para entregar a carga e fica inviável pela distância", afirma. Segundo Santos, em cada hectare são plantadas 400 mudas, que produzem 12 mil quilos de azeitona e dois mil litros de azeite. "O papel do comitê é fomentar, buscar os convênios e ajudar para desenvolver a fruticultura na região", observa. O presidente ainda afirmou que o Rio Grande do Sul poderá impulsionar o país a passar de maior consumidor para melhor produtor do azeite. "Fomos considerados pela Embrapa como melhor local para plantio de oliveiras", ressalta. 

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